A
maior parte da produção de tintas
imobiliárias no Brasil tem a água como
solvente. Se isso faz com que o produto seja mais amigável
ao ambiente e ao homem, que vai ter contato direto
com o produto na aplicação e depois como
elemento embelezador e protetor de sua casa, escritório
ou outro tipo de construção, também
demanda utilização de grande quantidade
de água de qualidade na fabricação
do revestimento.
Líder no mercado imobiliário com a marca
Suvinil, a BASF se preocupa tanto na captação
da água quanto no uso racional dessa riqueza
mineral e posteriormente com o descarte dos efluentes líquidos. Por ano,
a empresa capta 230 mil metros cúbicos de água.
Inicialmente,
a empresa capta água de poços artesianos,
efetuando filtração e cloração. “Esse é o
processo inicial da água na empresa, que em
seqüência é distribuída
para cada uma das áreas da fábrica”,
conta Eduardo Carvalho, gerente de Segurança
e Meio Ambiente da BASF.
Ele
detalha que, depois desse tratamento inicial, a água é direcionada
tanto para ser incorporada ao produto ou para uso humano,
nas instalações
sanitárias, quanto para eventuais limpezas e
set up de equipamentos. Além
disso, uma boa quantidade é reservada para combate
a incêndio, que é usada
em exercícios simulados. “Apenas no ano
passado foram realizados 17 exercícios simulados
de combate a incêndio em nossa fábrica
no Demarchi (em São Bernardo do Campo - SP)”,
acrescenta Carvalho.
Para
ser usada na produção,
dependendo da exigência do processo,
essa água passa ainda por uma deionização. “Um
caso em que esse tratamento é exigido é a
destinação
a caldeiras. Além disso, as tintas destinadas
ao mercado industrial e automotivo também exigem água
deionizada, bem como a produção
de resinas”, acrescenta o gerente da BASF.
Carvalho
também explica que, depois de a água
ser usada em um processo de set up na produção
de tintas, ou seja, lavagem do equipamento para mudança
de cor, ela passa por um tratamento físico-químico
em uma estação instalada dentro da própria
empresa para só aí ser descartada no
ambiente. “A água passa por
aglomeração, precipitação
dos sólidos em suspensão
e filtração, sendo posteriormente destinada
a um córrego”,
diz, acrescentando que, como ela é descartada
em um córrego, é muito
importante a remoção da cor, o que é feito
nessa estação
de tratamento de efluentes.
Para
realizar esses tratamentos, a BASF conta com dois
parceiros. “No tratamento
da água que captamos, nossa parceira é a
Hidrogest. E a Segelec é nossa
parceira na operação da estação
de tratamento”,
especifica o gerente.
Marcos
Daniel Fiorotti, técnico
de Meio Ambiente da fábrica Demarchi,
acentua que a questão da cobrança da água
ainda está sendo
discutida na região da Grande São Paulo,
onde a unidade industrial está instalada. “A
utilização desse recurso vem sendo
estudada em nossa unidade, com investimentos na substituição
de purgações por adução,
alguns programas para minimização
do uso de água em set ups, principalmente no
processo de produção
das linhas imobiliárias, o que pode levar a
uma redução
significativa no volume consumido.”
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