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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
 
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Matéria-prima para a indústria de tintas, principalmente aos produtos destinados ao segmento imobilário, a água tem de ser bem administrada pelas empresas do setor, que já começam a se preocupar com a cobrança pela captação.

 
Cynthia Luz
 

A maior parte da produção de tintas imobiliárias no Brasil tem a água como solvente. Se isso faz com que o produto seja mais amigável ao ambiente e ao homem, que vai ter contato direto com o produto na aplicação e depois como elemento embelezador e protetor de sua casa, escritório ou outro tipo de construção, também demanda utilização de grande quantidade de água de qualidade na fabricação do revestimento.
Líder no mercado imobiliário com a marca Suvinil, a BASF se preocupa tanto na captação da água quanto no uso racional dessa riqueza mineral e posteriormente com o descarte dos efluentes líquidos. Por ano, a empresa capta 230 mil metros cúbicos de água.

Inicialmente, a empresa capta água de poços artesianos, efetuando filtração e cloração. “Esse é o processo inicial da água na empresa, que em seqüência é distribuída para cada uma das áreas da fábrica”, conta Eduardo Carvalho, gerente de Segurança e Meio Ambiente da BASF.

Ele detalha que, depois desse tratamento inicial, a água é direcionada tanto para ser incorporada ao produto ou para uso humano, nas instalações sanitárias, quanto para eventuais limpezas e set up de equipamentos. Além disso, uma boa quantidade é reservada para combate a incêndio, que é usada em exercícios simulados. “Apenas no ano passado foram realizados 17 exercícios simulados de combate a incêndio em nossa fábrica no Demarchi (em São Bernardo do Campo - SP)”, acrescenta Carvalho.

Para ser usada na produção, dependendo da exigência do processo, essa água passa ainda por uma deionização. “Um caso em que esse tratamento é exigido é a destinação a caldeiras. Além disso, as tintas destinadas ao mercado industrial e automotivo também exigem água deionizada, bem como a produção de resinas”, acrescenta o gerente da BASF.

Carvalho também explica que, depois de a água ser usada em um processo de set up na produção de tintas, ou seja, lavagem do equipamento para mudança de cor, ela passa por um tratamento físico-químico em uma estação instalada dentro da própria empresa para só aí ser descartada no ambiente. “A água passa por aglomeração, precipitação dos sólidos em suspensão e filtração, sendo posteriormente destinada a um córrego”, diz, acrescentando que, como ela é descartada em um córrego, é muito importante a remoção da cor, o que é feito nessa estação de tratamento de efluentes.

Para realizar esses tratamentos, a BASF conta com dois parceiros. “No tratamento da água que captamos, nossa parceira é a Hidrogest. E a Segelec é nossa parceira na operação da estação de tratamento”, especifica o gerente.

Marcos Daniel Fiorotti, técnico de Meio Ambiente da fábrica Demarchi, acentua que a questão da cobrança da água ainda está sendo discutida na região da Grande São Paulo, onde a unidade industrial está instalada. “A utilização desse recurso vem sendo estudada em nossa unidade, com investimentos na substituição de purgações por adução, alguns programas para minimização do uso de água em set ups, principalmente no processo de produção das linhas imobiliárias, o que pode levar a uma redução significativa no volume consumido.”

 
 
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