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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
 
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Valorizando suas águas
 

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), na cidade de Alumínio, em São Paulo, considerada a maior unidade industrial integrada de alumínio primário da América Latina, nos últimos cinco anos investiu cerca de R$ 300 milhões para garantir a destinação correta de resíduos sólidos e efluentes líquidos.

 
Renata Bernardis
 

Dotada de tecnologia que permite a realização de todo o ciclo do metal – do beneficiamento da bauxita até a fabricação de semi-acabados –, a unidade tem dispensado atenção especial a projetos de gestão ambiental. Nos últimos cinco anos investiu cerca de R$ 300 milhões para garantir a destinação correta de resíduos sólidos e efluentes líquidos.

Para garantir o uso eficiente da água, a fábrica concluiu, em 2002, a construção de um sistema de captação e tratamento de efluentes industriais. Esse sistema compreende uma lagoa de efluentes impermeabilizada, com capacidade para armazenar 75 mil metros cúbicos de água, uma estação de tratamento de água industrial (ETAI) e uma estação de tratamento de lodo. Ele garante que, depois de tratada, a água industrial volte novamente à fábrica para utilização no processo de produção. Por isso, o processo é chamado de circuito fechado das águas.

De acordo com Antônio Rodrigues Raposo, gerente de meio ambiente da fábrica da CBA, a implementação do sistema viabilizou a expansão da capacidade produtiva de alumínio anual da fábrica. Saltou de 240 mil toneladas para 475 mil toneladas já que a captação de água, para fins de uso industrial, passou de 900m³/h – 32,4m³ por tonelada – para 165m³/h – 3m³ por tonelada.

Raposo explica que a lagoa de homogeneização recebe os efluentes industriais e domésticos unidade. Lá eles são pré-neutralizados e aerados. Em seguida, 1,1 mil m³/h é bombeado para uma estação de tratamento de água por meio de um sistema de floco/decantação, que garante que a água tratada seja armazenada em reservatórios com capacidade para receber 24 mil metros cúbicos enquanto o lodo, fruto da decantação, é encaminhado a um poço de recuperação. Esse lodo é, então, bombeado para um sistema de adensamento e decante centrífugo. O clarificado, 90m³/h, retorna ao sistema de tratamento de água e o lodo desidratado – 4t/h, 30% base sólida – segue para uma barragem de lama, homologada pela Cetesb.

Na unidade de Alumínio, a CBA também realiza tratamento de água potável, destinada ao consumo humano e ao restaurante industrial, além de produzir água desmineralizada para uso em caldeiras e processos de resfriamento. São tratados hoje, aproximadamente, 230m³/h de água, captada de nascentes e poços artesiano.

A companhia possui ainda sistemas dedicados a cada equipamento produtivo. Estações de água desmineralizada são usadas em caldeiras e torres de resfriamento, instaladas em todo o parque fabril para garantir que cada sistema utilize sua água em seu próprio circuito.

O tratamento de efluentes realizado pela CBA, além de promover benefícios ao complexo fabril, também garante vantagens à população do entorno, pois a partir do circuito fechado de tratamento de água industrial são eliminados os riscos de contaminação dos efluentes da região onde a unidade está instalada.

A CBA também possui outras iniciativas que contemplam a área ambiental. É o caso do programa de Educação Ambiental, que promove a realização de palestras, conferências e visitas à fábrica. Em 2006 foram atendidos 1.032 alunos das escolas públicas da região, número que deve crescer este ano.

Está prevista para agosto a inauguração do Centro de Vivência Ambiental (CVA), que está sendo construído em uma área de 27,8 mil metros, na região central do município de Alumínio. O CVA tem como meta oferecer uma proposta educativa interessante para as escolas, além de uma opção de lazer para a comunidade por meio do plantio de áreas verdes (220 mil mudas de plantas nativas) e do monitoramento da qualidade do ar da região.
 
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