Praticar
exercícios físicos para muitas
pessoas é sinônimo de sacrifício,
suor e exaustão. Por isso, uma boa opção
para esse público pode ser executá-los
dentro de uma piscina.
Entre
as práticas mais
comuns e procuradas está a hidroginástica,
que pode ajudar a melhorar o condicionamento, a resistência
física
e muscular, a postura, a coordenação
motora, além
de promover o emagrecimento e garantir maior agilidade.
A
modalidade, que começou na Antiga Grécia,
inicialmente agradava seus adeptos por aliar funções
terapêuticas à estética.
No entanto, ela garante benefícios para todo
o sistema cardiovascular e respiratório e proporciona
uma melhor qualidade de vida às pessoas.
Indicada
para homens e mulheres de todas as idades, a hidroginástica
conquista, cada vez mais, espaço em academias,
clubes, associações
esportivas, hotéis, clínicas de fisioterapia
e spas, devido ao crescente número de exercícios
que podem ser realizados com a ajuda de acessórios
específicos. Halteres, coletes, luvas e bolas
são
alguns dos itens que ajudam a compor os tipos de exercícios,
que além
simularem outros esportes, também são
intensificados para aumentar o gasto calórico
das atividades e atrair os interessados em malhar de
forma mais intensa.
De
acordo com a educadora física
do Núcleo de Atividades Esportivas
Movere, Marcela Gomes, a hidroginástica é uma
modalidade capaz de atrair um público bastante
eclético: ao mesmo tempo em que desperta
a atenção de um público mais jovem é uma
das mais procuradas por idosos e gestantes, que têm
suas articulações
protegidas durante a realização de movimentos
dentro da água. “A
hidroginástica agrada gregos e troianos e, seus
exercícios, que
promovem pouco impacto, também são recomendados
em pós-operatórios,
pois ajudam a melhorar a autoconfiança durante
a reabilitação”,
retrata ao comentar ainda, que atletas com lesões
também aproveitam
a modalidade para manter o condicionamento aeróbio
e muscular durante a fase de recuperação
praticando exercícios em piscinas
fundas, com o auxílio de coletes de flutuação
para que os pés não toquem o solo e não
promovam nenhum impacto.
Com
resultados que começam
a aparecer após seis meses de atividades,
os adeptos que pretendem usufruir dos benefícios
fisiológicos,
motivacionais e estéticos proporcionados pela
hidroginástica, têm
a capacidade de defesa de seus organismos contra infecções
oportunistas ampliada, quando mantém um condicionamento
regular, com atividades feitas três vezes por
semana durante, pelo menos, 30 minutos.
O
tratamento da água para a prática
do exercício
Marcela explica que a prática da hidroginástica
demanda uma piscina bem tratada, com água cristalina.
Expõe também, que a temperatura recomendada
varia entre 28 e 30 °C, a profundidade entre 1,00
m e 1,20 m e que as dimensões da piscina devem
ser de 12,5 m por 7,0 m, no mínimo.
No
Núcleo
de Atividades Esportivas Movere, o tratamento da piscina,
segundo o gerente do estabelecimento Ivo Mortani é feito
com base no processo de salinização.
Demanda a adição
de cinco ou seis gramas de sal por litro de água. “A água
passa por um equipamento que realiza a eletrólise
do sal e difunde o cloreto de sódio de maneira
uniforme, gerando um cloro natural que desinfeta e
mata as bactérias, algas e microorganismos.
O sistema de filtros isola as partículas sólidas
mantendo a piscina sempre limpa”.
O
sal é colocado na piscina a cada dois meses,
mas o acompanhamento de suas condições é diário.
São analisadas a temperatura, o nível de
sal, que deve estar sempre entre 1 ppm e 3 ppm (partes
por milhão) e o pH, que precisa variar entre 7,4
a 7,6. Um teste visual, que avalia a presença
de partículas sólidas no fundo da piscina
e a limpeza das bordas, complementa a análise. |