Fundada
em 1973 com o objetivo de comercializar e recuperar
equipamentos e materiais hidráulicos
como bombas submersas e centrífugas para a captação
de água, a gaúcha Hidrosul, desde o princípio
investiu na pesquisa de motores elétricos submersos
e logo ampliou sua linha de produtos bem como sua participação
no mercado. Contudo, foi nos anos 90 que a empresa
ingressou no mercado de tratamento de efluentes com
o desenvolvimento e fabricação dos Aeradores
Submsersíveis, seguidos das Estações
Compactas, produtos que são hoje responsáveis
por 60% de seu faturamento.
À frente da empresa, Remo Disconzi percebeu a necessidade de inovar
em razão da abertura às importações de bens de
consumo e de capital que tinham início na ocasião, afinal equipamentos
similares entravam no mercado a preços competitivos.
“É vital para qualquer empresa investir em pesquisa e tecnologia
com o intuito de, constantemente, melhorar o desempenho dos produtos, tornado-os
mais eficientes com relação a aplicação”,
comenta Disconzi, ao revelar que os objetivos da Hidrosul contemplam também
a redução de custos das matérias-primas e da produção
para que o cliente tenha à sua disposição
produtos mais baratos e com qualidade.
Estações
compactas
E se os produtos estrangeiros foram o estopim para
a mudança, também foram responsáveis
pela idéia do empresário. Em visita
a uma fabrica japonesa, Disconzi se sentiu desafiado
a projetar equipamentos com a mesma capacidade operacional
dos similares estrangeiros, mas adequados ao bolso e às
necessidades do empresariado brasileiro.
Desenvolveu,
então, as Estações
Compactas ECO. “Elas atendem, com eficiência,
as exigências de qualquer empresa, pois são
estações monovolume, que podem tratar
até 60 m³/dia de efluente”, relata
ao revelar que possuem como vantagem a possibilidade
de serem instaladas subterraneamente, o que garante
economia de espaço e otimização
da área superficial.
As
Estações
Compactas Moduladas, que consistem em reservatórios
em fibra de vidro que otimizam a construção,
principalmente quanto ao tempo de implantação,
podendo ser ampliadas de acordo com necessidades futuras
ou deslocadas para outro local, atendem todo
o mercado nacional com maior concentração
nos estados de São Paulo e Minas e contemplam
diversos segmentos: indústrias num modo geral,
tecelagens, loteamentos, escolas, hotéis, hospitais,
laboratórios,
frigoríficos, laticínios, empreiteiras,
entre outros.
Todos
os equipamentos que compõe
as estações
compactas são 100% nacionais e produzidos pela
Hidrosul, o que garante uma diferença da empresa
perante suas concorrentes. Devido à variedade
de equipamentos, assegura ao cliente a certeza de adquirir
uma combinação harmoniosa com máquinas
que guardam a maior combinação entre
si.
As
Estações Compactas ECO são
constituídas por um tanque cilíndrico
dotado de compartimentos sucessivos interligados, sendo
dois decantadores e um reator biológico do tipo
aerado, cujo oxigênio é fornecido através
de um aerador submersível Hidrosul. O sistema é alimentado
por gravidade e, opcionalmente, por bombas submersíveis.
O esgoto bruto é recebido inicialmente no decantador
primário onde são retidos os sólidos
sedimentáveis, por gravidade. O efluente ingressa
no reator biológico através de tubulações
internas. Neste ocorre a digestão aeróbia
através da ação de bactérias.
Logo após, o efluente chega no decantador secundário
onde é retido o lodo biológico. Por
ação de bombeamento este lodo retorna
ao reator onde será misturado ao existente,
aumentando a eficiência do tratamento.
Tecnologia x custos
Também sob a ótica de inovação,
o Aerador Submersível Spiderjet, utilizado em
Estações Compactas, lagoas ou tanques
em concreto, que a Hidrosul oferece hoje ao mercado é todo
em aço inxidável, o equipamento é o
carro chefe da empresa. Trata-se de um sistema de transferência
de oxigênio, responsável por garantir
o bom funcionamento de uma estação de
tratamento de efluentes. Seu nível de ruído é o
menor de todos os demais sistemas. Possui distribuição
radial que, segundo Disconzi, é o estado
da técnica mundial mais aperfeiçoada
do mundo. E ainda pode ser oferecido com exclusivo
sistema patenteado de Base de Rolos em PEAD. "Foram
22 anos de pesquisas até o lançamento
do Aerador Submersível", relata o
dirigente da empresa que produz, atualmente, cem
bombas e aeradores e, aproximadamente, 40 reservatórios tanques
em PRFV por mês.
"O efluente
tratado nas Estações Compactas pode
ser utilizado como água industrial após
seu tratamento por filtragem e desinfecção",
comenta o diretor da Hidrosul, que também
dispõe de uma linha de equipamentos que garante
a realização
de tratamentos biológicos e físico-químico.
Para
tratamentos biológicos as Estações
da Hidrosul utilizam o sistema de Lodos Ativados,
com fluxo contínuo ou batelada e ainda modalidade
de aeração convencional ou prolongada.
O processo consiste na concentração de
microrganismos (bactérias em maior proporção)
no tanque de aeração pela presença
de oxigênio dissolvido introduzido pelo aerador
submersível e pela constante alimentação
ao sistema de esgoto bruto, rico em matéria
orgânica a ser depurada. Os tratamentos físico-químico
são baseados na adição de reagentes
químicos no efluente bruto, formando compostos
insolúveis que podem ser removidos do sistema
pela separação de fase sólido
e líquido (sedimentação / precipitação).
Para
o dirigente, a tecnologia, de maneira geral, é acessível,
mas a grande dificuldade para se produzir no Brasil
e competir com produtos estrangeiros envolve os custos
de produção e a carga tributária. “A
Hidrosul foca o desenvolvimento de seus equipamentos
em qualidade e baixo custo para que atenda as necessidades
do mercado de maneira simples e prática”.
Com
27 funcionários, a Hidrosul está localizada
Canoas (RS), em meio a uma área total de
2.600 m². Para facilitar seu acesso aos clientes
conta com representantes e revendedores localizados nas
principais cidades do Brasil. |