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Brasil, 9 de Setembro de 2010
 
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Revestimento ecologicamente correto
 

Especializada na prestação de serviços, a Tejofran desenvolve método que garante a recuperação de redes de água. O segredo é a utilização de garrafas PET recicladas e resina vegetal.

 

Os iminentes alarmes acerca da possível escassez de água mundial incitam, cada vez mais, o desenvolvimento de iniciativas capazes de garantir a conservação e o uso responsável do precioso líquido.

Diante dessa realidade, o Grupo Tejofran, que atua na prestação de serviços especializados, desenvolveu em 2000, por meio do engenheiro Diniz de Medeiros Barbosa, um método diferenciado para garantir a recuperação de redes de água. Trata-se de um sistema que utiliza garrafas PET recicladas e resina vegetal, extraída da mamona, para garantir a reabilitação das redes de maneira ecologicamente correta. Entre suas vantagens está a maneira como o trabalho é realizado: a reabilitação é feita pelo chamado Método Não Destrutivo (MND), que consiste em pequenas interferências, nas duas extremidades da tubulação, que pode superar 100m de extensão. No método tradicional, feito de maneira destrutiva, o encanamento é inteiramente trocado por tubos de ferro ou PVC, provocando bloqueios de carros e pedestres.

O processo consiste em transformar garrafas PET em feltros de poliéster, que são dimensionadas em função dos diâmetros internos das tubulações e preenchidas com resina vegetal liquida extraída da mamona.

A manta é inserida em uma calandra (máquina com cilindros rotativos para calandrar tecido, papel e borracha) para que a resina vegetal se espalhe de maneira uniforme. Em seguida, sua extremidade é inserida em um vaso de pressão, que inverte a manta ao avesso para que essa superfície imprima aderência à tubulação de maneira contínua. A resina é então aplicada no interior do tubo e fica completamente uniforme. “Ao utilizarmos garrafas PET, jogadas em rios e lixões pela população, estamos promovendo diversos benefícios à sociedade, como, por exemplo, o aumento da vida útil dos aterros, geração de empregos, economia de energia, entre outros, já que estes produtos prejudicam a decomposição dos materiais degradáveis da matéria orgânica”, retrata Barbosa.

Reabilitação de redes
Ele comenta, ainda, que o uso da mamona também está atrelado ao objetivo da empresa de oferecer ao mercado soluções econômicas, eficazes e ecologicamente corretas. “O óleo extraído das sementes da mamona, que já substitui o petróleo na fabricação de plásticos e lubrificantes e, por sua resistência a mudanças bruscas de temperaturas é usado como lubrificante em aviões, representa uma oportunidade de desenvolvimento para zonas menos favorecidas como o nordeste brasileiro. A mamona é de fácil cultivo e resistente à escassez de água”, completa.

A eficiência do sistema se dá por meio do preparo da superfície interna dos tubos, quando é feita a retirada das incrustações acumuladas ao longo do tempo e a posterior aplicação da resina vegetal, que cria uma nova tubulação dentro dos tubos já existentes. “O método recupera as redes antigas sem grandes interferências ao meio e reduz as perdas, já que há um reforço na tubulação para resistir às agressões mecânicas e químicas impostas à tubulação”, explica Barbosa.

O sistema demandou investimentos de R$ 500 mil e a realização de estudos ao longo de 12 meses. Sua primeira aplicação foi feita em um projeto-piloto da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), em um trecho isolado com 2.750 metros de extensão de redes e 1.138 ligações (ramais das casas), na região central de Curitiba. A rede apresentava perdas de água próximas a 35%. “O sistema garantiu a eliminação do desperdício e promoveu a recuperação da receita da companhia de água”, expõe o engenheiro da Tejofran, que atende com o produto as normas particulares de cada concessionária.

Feito em lance único, sem emendas – o que evita vazamentos em juntas, trincas, rachaduras e furos, eliminando perdas e contaminações ambientais – o revestimento da Tejofran serve para reabilitar redes de tubos de ferro fundido, aço carbono, aço galvanizado, concreto, cerâmica, cimento amianto, PVC, entre outras danificadas pelo tempo e uso, sem a necessidade de retirada da tubulação do local.
 
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