Dois
setores retratados nesta edição retratam
o dinamismo do setor de água e saneamento
no país. Às preocupações
ambientais, unem-se questões relacionadas à produtividade
e à economia de recursos. Um deles é o
sucroalcooleiro. As 325 usinas e destilarias existentes
no país movimentam uma cadeia de valor sustentada
pelos R$ 50 bilhões da safra de 2007/2007,
em que personagens responsáveis pelos tratamentos
de água e efluentes obtêm espaços
cada vez maior. Grande usuário de água,
líquida ou em vapor, o setor percebe que a
qualidade final da produção e a eficiência
do processo estão atreladas ao tratamento
de água adotado. Não por acaso, a indústria
começa a se comprometer mais e mais com modernas
práticas de desinfecção de água
que provocam, além dos resultados ambientais,
economia de energia e água, apoiada ainda
na tendência de co-geração – que
leva as usinas produzirem agora não apenas
açúcar e álcool, mas energia
elétrica. O mesmo ocorre na indústria
de celulose e papel. Boa parte dos investimentos
de US$ 3 bilhões este ano colocam na mira
novas soluções voltadas ao aumento
da produtividade, da qualidade e da competitividade
da indústria. Sem deixar de lado, é claro,
a sustentabilidade e a proteção ao
meio ambiente.
Os
fornecedores, é claro, têm
em foco o crescimento da demanda e ampliam o leque
de opções para seus clientes desenvolvendo
novos processos, produtos e tecnologias. De soluções
integradas customizadas à utilização
de processos biológicos, buscam atender as
mais diversas necessidades. Uma amostra deste esforço
esteve retratada na 18ª. Feira Nacional de Materiais
e Equipamentos para Saneamento (Fenasan), que contou
com a participação de mais de 12 mil
profissionais e uma centena de expositores. Um reflexo
do crescimento do setor, da confiança no mercado
e do interesse em investimentos por parte das empresas. |