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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
 
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Empresas aproveitaram a Fenasan para apresentar seus lançamentos aos 12 mil profissionais participantes.

 

A participação de mais de 12 mil profissionais na 18ª. Fenasan (Feira Nacional de Materiais e Equipamentos para Saneamento) reflete o crescimento do setor, da confiança no mercado e do interesse das empresas em investir, participar e estabelecer parcerias. O evento, promovido anualmente pela Associação dos Engenheiros da Sabesp, foi realizado em agosto, em São Paulo, e foi palco de lançamentos e demonstrações que consideram o desenvolvimento tecnológico e sistemas empregados no tratamento da água, adução, abastecimento e sistemas de coleta, tratamento de esgotos e disposição final de resíduos.

A Mizumo aproveitou para apresentar sua linha Mizumo Tower, composta por sistemas compactos de tratamento de esgoto para empreendimentos com até quatro mil pessoas. Com diâmetros que podem variar de 2,5m a 3,2m, os tanques dos sistemas são feitos em formatos verticais, em plástico reforçado com fibra de vidro (PRFV) com alta proteção química, para módulos com vazões diárias de 10 m³ a 400 m³ por dia. O processo de tratamento é contínuo e composto por um reator anaeróbio de fluxo ascendente (UASB), um filtro aeróbio de leito fixo (anel Pall) com difusão de ar por bolhas finas e um decantador secundário concêntrico ao reator aeróbio. O retorno do lodo é automático, por sistema de air-lift.

Os sistemas permitem o reúso da água para fins não potáveis e podem ser implantados em conjuntos habitacionais e bairros de cidades de médio e grande porte, vão colaborar para incrementar os negócios da empresa. contribuir para que a empresa incremente seus negócios. “Nossa expectativa de faturamento é 25% superior aos resultados do ano passado”, diz Giovani de Toledo Andrade, gestor da Unidade de Negócios Mizumo.

A Glass também marcou presença na Fenasan. A principal atração foi a Ecoflux, bomba de esgoto que suporta o uso de vários tipos de rotores, capazes de atender diversas necessidades de aplicação. Robusta, a nova bomba garante que a água não emulsione e que fases onde existam a presença de fibras, capazes de promover o entupimento do sistema, sejam resolvidas com rotores apropriados como o de anti-entupimento. De acordo com o engenheiro mecânico Paulo Silas Gonçalves Junior, a Ecoflux permite montagem vertical, horizontal e para poço seco e seu uso deve beneficiar, principalmente, as estatais. “Já temos equipamentos similares instalados na Copasa (MG)”, relata o engenheiro mecânico. A bomba garante vazão de até 600 m³ por hora e pode ser montada em diversas ligas, como ferro fundido e alloy.

A Etatron ressaltou os diferenciais do novo modelo de bomba dosadora DLX Control. Segundo Amin Kaissar el-Khoury, da área administrativa da empresa, o equipamento permite a realização do controle de pH, redox ou cloro livre apenas com a utilização de sensor adequado ao parâmetro. “Empresas que demandam o controle de duas variáveis não precisam adquirir mais de um equipamento para realizar o trabalho”, garante o profissional. A empresa também apresentou o AG Select, equipamento medidor e controlador multiparâmetro que realiza leitura simultânea de até três variáveis selecionáveis entre pH, redox, cloro livre, ozônio e dióxido de cloro, possuindo ainda leitura de temperatura com compensação automática.

Outra empresa que apresentou novidades foi a GE Fanuc, que destacou as vantagens do modelo Rx3i da família de controladores Programable Automation Controller (PAC), usados em soluções integradas que exijam arquitetura aberta, grande quantidade de memória, I/O distribuído e alto desempenho. O PAC RX3i foi construído sob uma plataforma multitarefa, que permite a execução de processos contínuos e discretos, pois reúne histórico de dados e garante o controle de diversas redes de comunicação.

Segundo Paulo Eduardo Pironti, gerente de vendas da GE Fanuc, a solução de controle PAC RX3i e o software de configuração e programação Machine Edition são completos, pois permitem o compartilhamento de bases de dados, com alta velocidade de processamento e de memória de programação. “Além de completa, a solução é econômica. O usuário não necessita de vários softwares para realizar todas essas funções. No mesmo ambiente pode programar e configurar o PAC RX3i, além de configurar a animação das telas de uma interface homem-máquina do tipo quickpanel”.

No estande da empresa, também recebeu atenção especial a solução Proficy de gerenciamento inteligente de informação (Plant Information Management - PIMs) de Manufacturing Execution System (MES), aplicado às estações de tratamento de água e esgoto. O Proficy é um software que lança dados de produção, insumos, de laboratório; gera relatórios; permite a visualização de processos de forma estatística; e faz a análise de todos os pontos da planta do cliente. “É um sistema multifacetário. Gerencia arquivos eletronicamente, controla versões de aplicação e garante a geração automática de back ups”, diz Pironti. O software também monitora alterações nas linhas de programa e gera relatórios indicativos acerca das mesmas.

No estande da Pieralisi, o engenheiro Tales C. Gryga, do departamento técnico comercial, retratou as principais vantagens da linha de decanters centrífugos para uso industrial no tratamento de água e esgoto. “São equipamentos automáticos que garantem a separação de água e sólido, ininterruptamente, utilizados na separação de duas ou mais fases de pesos diferentes, particularmente para a clarificação de líquidos nos quais estão presentes sólidos em suspensão”, diz Gryga. A empresa também apresentou um polipreparador e dosador automático que apronta soluções de polieletrólito a partir do produto em pó e/ou emulsão, em regime contínuo com concentrações de 0,1% a 0,5%. “O polipreparador Pieralisi substitui a preparação manual de soluções de polímeros e torna a operação mais segura e eficiente”, diz Gryga. Ele destacou ainda as vantagens do secador térmico de lodo, que reduz a umidade do insumo para até 10%. “A secagem do lodo tem como objetivo reduzir e esterilizar o volume do insumo e permitir assim, sua utilização como adubo.”

Especialista mundial em plantas de tratamento de águas e efluentes, a francesa Degrémont destacou seu sistema de secagem de lodo solar, Heliantis. Fabricado no Brasil, o sistema mecânico, segundo o engenheiro Fábio Eduardo de Oliveira, é o único do mercado a utilizar energia solar para desidratação em tratamento de esgotos municipais, com capacidade de cinco mil a 50 mil habitantes ou para plantas de tratamento de efluentes industriais, quando estas possuem disponibilidade de área. “O clima tropical do Brasil favorece a desidratação, pois dispensa equipamento rotativo de alta velocidade”, explica Oliveira. O sistema foi implantado em uma estação de Sargans, na Suíça, onde são processadas por ano 1,2 mil toneladas de lodo provenientes da purificação das águas residuárias de três comunidades e de uma indústria agroalimentar. Os lodos produzidos são submetidos à digestão anaeróbica antes de serem mecanicamente desidratados e secos em estufas, dotadas de cobertura de filme duplo. Um escarificador impulsiona o lodo em direção à saída da estufa, promovendo simultaneamente escarificação, aeração e revolvimento. O leito de lodo formado é aquecido pela radiação solar e a água é evaporada. Para garantir a homogeneidade da higrometria interna da estufa, principalmente no inverno, ventiladores criam turbulências. Automatizado e programável, o sistema consome, em Sargans, 70 KWh por tonelada de água evaporada.

No estande da Prominas, as atenções se voltaram todas para o sistema de adensador de lodo e prensa desaguadora da empresa. O lançamento, segundo o engenheiro José Lazaro Gomes, diretor de marketing da Prominas, apresenta baixo custo de manutenção e demanda menor investimento. “É um equipamento de fácil operação que realiza floculação para que o lodo siga para uma peneira rotativa e depois para uma prensa desaguadora antes de seu descarte final com baixo teor de água”, simplifica.

A AG Solve apresentou seu sistema de bioremediação Waterloo Emitter, que permite ao usuário injetar oxigênio, hidrogênio ou outros gases no lençol freático para oferecer melhores condições de sobrevivência da biologia do entorno do contaminante, acelerando sua remediação. Segundo Mauro Banderali, diretor da empresa, os resultados são obtidos por meio de um sistema de bioremediação passiva, com mais rapidez e custos menores se comparado a outros métodos de biorremediação. Em conjunto com poços multinível de três ou sete canais, o sistema permite a averiguação da eficiência do projeto e do monitoramento da profundidade da pluma de contaminação. Ambos equipamentos são patenteados mundialmente pela Universidade de Waterloo e vendidos com exclusividade pela AG Solve, empresa representante da Solinst no Brasil.

Outra empresa que marcou presença na feira foi a Indústrias Químicas Cubatão (IQC) que mais uma vez ressaltou as vantagens do sulfato de alumínio, hoje usado no Brasil inteiro para purificação de água e floculação. O produto retira o material orgânico da água, deixando-a transparente, mas sem potabilidade, e é usado, principalmente em indústrias de base como as de celulose. A empresa apresentou também os diferenciais do novo formulado para ser aplicado em sistemas de abastecimento de água potável, o Quelan. Desenvolvido à base de ortopolisfosfatos inorgânicos, o produto, segundo José Roberto Hernandes, gerente de vendas do IQC, é atóxico, mas possui propriedades complexantes anticorrosivas e desincrustantes. “Remove incrustações de ferro e manganês e depois impermeabiliza a tubulação com uma película protetora”, explana o gerente da empresa.

Entre as várias novidades da Bugatti, a gerente de vendas Fernanda Levi destacou os diferenciais da Válvula Multiple, projetada para eliminar efeitos de golpe de aríete. Concebida com múltiplos elementos, a novidade possui funções de válvula de retenção, com uma placa de orifício com furos de formato venturi onde cada elemento forma uma válvula independente, animada por uma pequena mola helicoidal de baixa intensidade. Essa mola, com pequeno curso de abertura e mínima inércia dos elementos móveis, promove o fechamento da válvula no exato instante em que a velocidade do fluxo alcança zero.

A Aquamec, especializada em projeto, produção, instalação e operação de equipamentos e sistemas em regime turn-key, aproveitou para lançar seu novo Sistema de Tratamento Biológico de Esgotos, o Aquatank. Um processo de tratamento aeróbio que utiliza lodos ativados para garantir que o tratamento biológico seqüencial realizado nos reatores dispense o uso de decantadores secundários. O equipamento opera automaticamente e inclui instrumentação para a redução do consumo de energia elétrica. Pode ser utilizado para a remoção de matéria orgânica (DBO e DQO), para a nitrificação/desnitrificação e para a desfosforização biológica.

A Aquamec também apresentou seu equipamento de peneiramento fino de placas paralelas móveis, Peneira Fina Rotoscreen, composto por um conjunto de placas paralelas montadas em estrutura metálica – ambas em aço inoxidável – e um conjunto de acionamento. Seu princípio de funcionamento consiste na retenção de sólidos nos primeiros minutos de operação. Logo que se dá a formação de um filme de sólidos retidos na superfície da peneira, as placas paralelas, que possuem movimento relativo entre si, ao se movimentarem passam o filme de detritos para um degrau acima, e assim sucessivamente, até atingir o ponto de descarga.

A Clean apresentou na feira seu Sistema de Monitoramento Hidrológico (SMH). De acordo com Kleber Amedi, gerente da Divisão de Saneamento Ambiental da Clean, a solução garante agilidade e alta performance no monitoramento da qualidade da água de mananciais. “Trata-se de um sistema de monitoramento integrado e em tempo real da qualidade da água em reservatórios de abastecimento público para regiões metropolitanas”, expõe. Amedi explica ainda que o sistema tem capacidade para monitorar até oito parâmetros de qualidade da água ao mesmo tempo, independente da profundidade do rio, lago ou represa; temperatura; turbidez; oxigênio dissolvido; pH; e outros indicadores. "Para as companhias de abastecimento esta é uma importante ferramenta para a melhoria da qualidade do sistema de segurança da água. Em caso de lançamentos nos reservatórios fora do limite especificado para a captação, o sistema poderá ser interrompido evitando transtornos com o tratamento da água, que mais tarde poderá ser descartada por ser imprópria para o consumo humano", explica Kleber Amedi, gerente da divisão de Saneamento Ambiental da Clean.

 
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