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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
 
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Vitalidade da indústria movimenta fornecedores
 

Investimentos de US$ 3 bilhões este ano e mais US$ 7,9 bilhões até 2012 incentivam a busca de soluções com foco em sustentabilidade, produtividade e qualidade.

 

Com a vitalidade do setor brasileiro de celulose e papel, os envolvidos em sua cadeia de negócios estão criando novas soluções voltadas ao aumento da produtividade, da qualidade e da competitividade da indústria. O interesse se justifica. As perspectivas de investimentos até o final do ano somam US$ 3 bilhões. É quase o mesmo montante investido nos três anos anteriores. Para o período de 2008 a 2012, o valor anunciado chega a US$ 7,9 bilhões. O objetivo é melhorar ainda mais a performance do setor e otimizar sua produção, que chegou a 11,2 milhões de toneladas de celulose e 8,7 milhões de toneladas de papel no ano passado. A celulose, de acordo com pesquisas de institutos internacionais, é responsável por puxar o Brasil da sétima para a sexta posição no ranking mundial de produção, à frente do Japão. Este ano, a produção de papel deve crescer mais 2,8% e a de celulose, 5,5%, já considerada a entrada em operação de projetos de expansão.

A variedade das ofertas leva em conta o dinamismo do setor e suas necessidades de sustentabilidade, proteção ao meio ambiente e economia. Segundo Gilmar Avelino Pires, diretor da Proeminent, uma das empresas que oferecem opções voltadas para o controle de efluentes e descarta de água para minimizar os impactos ambientais causados pelos resíduos dos processos produtivos do papel, pesquisas apontam o crescimento da demanda mundial de celulose, no período de 1997 a 2015, a uma taxa média de 2,7% ao ano. O índice, entretanto, chega a 4,6% se considerado apenas o nicho de fibras curtas à base de eucalipto, principal especialidade brasileira. O executivo, entretanto, lembra que o cenário nem sempre foi favorável. Em 2005, as principais companhias do segmento amargaram o lado negativo de seus papéis – sem trocadilhos: seus desempenhos ficaram longe dos apresentados dos anos antes, quando o setor havia sido destaque na Bolsa de Valores paulista e empresas como a Klabin ostentavam valorização de até 274% em suas ações.

O cenário mundial instigou as empresas a direcionarem esforços para exportações, mas enfrentaram barreiras como custos de capital e logística e pesada carga tributária. A prática acabou restrita a poucas, como a Aracruz, que chegou a dedicar 98% de sua produção ao exterior. “Foi quando começaram a surgir fusões e aquisições voltadas à integração da cadeia produtiva e à consolidação patrimonial”, recorda Pires. Hoje, segundo ele, o desempenho do Brasil está diretamente ligado ao crescimento da renda e da escolaridade da população. “No Brasil o consumo per capta é de 40,1 kg por habitante. Nos Estados Unidos, ultrapassa 200 kg”, compara o executivo. “Quanto maior a renda e o nível de escolaridade, maior o consumo de livros, cadernos e papéis.”

Em paz com o meio ambiente
A Proeminent direciona seus esforços para este mercado promissor. “Nosso objetivo é oferecer soluções para otimizar e aprimorar os processos e gastos de produção de nossos clientes”, diz o diretor. O rol da empresa inclui os geradores de dióxido de cloro da linhas Bellozon e Purate; o Dulcometer, que garante medição e controle de valores de pH, redox, condutividade, cloro e oxigênio dissolvido, entre outros, por meio de tecnologia microprocessada; os itens da linha Dulcotest, que realiza o controle efetivo de processos em tempo real; a linha de bombas dosadoras solenóides e de bombas dosadoras com acionamento a motor, ambas utilizadas na dosagem de químicos; bombas dosadoras de processos, que podem ser acionadas de maneira mecânica, hidráulica ou por pistão, suportam altas temperaturas e podem ser utilizadas no tratamento de água para caldeira; e bombas dosadoras de transferência, que funcionam a partir de operação pneumática e podem ser fabricadas com capacidade progressiva para a dosagem de polieletrólitos líquidos concentrados ou diluídos.

A empresa oferece ainda Skids customizados, que atuam como sistemas de dosagem de químicos compostos por bombas dosadoras, colunas de calibração, tubulações, válvulas, tanques de armazenamento, estruturas e vários outros acessórios utilizados nas estações de tratamento de efluentes e nos processos; unidades de preparação de polímeros floculantes sintéticos em emulsão, batizadas Ultromat, que podem resultar em até três tanques de armazenamento usados nas estações de tratamento de efluentes; e Dulcodes, geradores de UV para sistemas de desinfecção por radiação, utilizados nas estações de tratamento de efluentes; e os sistemas de desinfecção Bono Zon, Dulco Zon e Ozonfilt, que realizam a eletrólise da molécula de oxigênio e a transformam em uma molécula ionizada de ozônio, empregados em estações de tratamento de efluentes e de água.

A Veolia Water também atua em desenvolvimento de processos, engenharia, fornecimento de equipamentos, gestão de serviços e execução de plantas de tratamento de água e efluentes. De acordo com Reinaldo Macedo, gerente de Desenvolvimento de Negócios da empresa, os suportes tecnológicos garantidos à Veolia são da Aquaflow, empresa com mais de 40 anos de experiência no setor de tratamento de efluentes de fábricas de papel e celulose. Juntas, elas fornecem soluções sob medida a cada cliente, por meio da utilização de processos biológicos. “A Veolia tem implantado tecnologias inovadoras no tratamento de efluentes do setor de papel e celulose, como a utilizada na unidade Mucuri da Suzano Papel e Celulose. Lá, o processo de Moving Bed Biofilm Reactor (MBBR) permitiu a redução da área utilizada, assegurando o cumprimento de todos os parâmetros ambientais”, diz o gerente.

Soluções sob medida
A Siemens é outra interessada nas indústrias de celulose e papel. Desenvolve soluções sob medida, como as alternativas voltadas para automação, sistemas de controle, instrumentação, fornecimento e distribuição de energia, por meio de turbo-geradores. De acordo com Walter Gomes, gerente de vendas do segmento de Celulose e Papel da Siemens, as soluções priorizam a preservação do meio-ambiente, seja na questão de emissão de energia via turbo-geradores em conexão com as caldeiras de recuperação; no controle do consumo de energia por meio da automação do processo e do conseqüente controle da demanda consumida, que revela respeito e observa os períodos de ponta referente ao consumo consciente; ou na manutenção de plantas que contribuem para que a matriz energética possua plena funcionalidade em seus sistemas elétricos, que devem priorizar o bom desempenho e a eficiência produtiva.

“A acirrada competitividade visível nos baixos custos de produção por tonelada, na abundante oferta de matéria-prima e no ciclo de sete anos, em média, do crescimento das florestas colocam o País em posição de destaque perante o mundo”, completa Antonio Carlos Palma, gerente de Vendas da Siemens Water Technologies.

A Nalco é mais uma gigante do mercado que dispensa muita atenção ao potencial de crescimento da indústria de celulose e papel. “Utilizamos informações de mercado para desenvolver soluções específicas para cada região”, relata Márcio Adam de Oliveira, gerente de marketing da América Latina da Nalco Brasil. Segundo ele, os produtores de celulose são pressionados a produzirem itens com alta performance e custos competitivos, o que incitou a Nalco a desenvolver o Smart Solutions, por meio do qual são analisados os processos produtivos das indústrias.

Para garantir que o processo de obtenção da celulose resulte em baixo impacto ambiental, a Nalco oferece dois equipamentos para garantir o controle e o monitoramento de incrustações de carbonato de cálcio e oxalato de cálcio em digestores e evaporadores: o Scale Rate Monitor (SRM), teste rápido de laboratório capaz de monitorar potencial de deposição; e Inline Deposit Monitor (IDM), que realiza monitoramento, em tempo real, de deposições no sistema produtivo.

A fornecedora dispõe ainda de diversas outras linhas de produtos voltadas para o segmento de celulose como controle de incrustações, de pitch e do aumento da alvura, antiespumantes, enzimas, programas de boil-out e de drenagem em máquinas de secagem de celulose e condicionamento de licor.

Economia e tratamento de água
As perspectivas depositadas no setor, para Maurício La Blanca, gerente de Negócios da área de Papel e Celulose da Aratrop, também estão atreladas a fatores como facilidade de obtenção da matéria-prima, alta lucratividade e baixo custo de produção. “Sem contabilizar os segmentos de tissue, papel para escrever e imprimir, o Brasil representa, aproximadamente, 10% do mercado mundial de celulose”, mensura o gerente da Aratrop, que também desenvolve produtos customizados para os seus clientes. Entre as ofertas estão agentes de release, anticorrosivos, antiincrustantes, antiespumantes, coagulantes, desengraxantes, desincrustantes, detergentes, dispersantes, floculantes, fungicidas, microbiocidas, polímeros, policloreto de alumínio, removedores, itens para recuperação e retenção de fibras, para retenção e drenagem, sequestrantes e soluções nitrofosfatada. A empresa também fornece bombas dosadoras e kits de dosagem para garantir a melhor performance das máquinas.

“Nossos produtos tem como premissa a não agressão ao meio ambiente. Tanto as estações de tratamento de efluentes como os equipamentos visam a economia de água em razão de filtros lavadores de gases e de precipitadores para controle de particulado, por exemplo”, expõe La Blanca.

Nova no mercado, a Coremal fornece produtos químicos para serem utilizados em processos industriais e utilidades. Para os primeiros, a empresa oferece comodities e, para os segundos, resinas para o tratamento de água por meio de troca iônica e membranas para os sistemas de osmose reversa.

 
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