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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
 
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Sinal verde para os que querem crescer
 

Notórios e norteadores, os investimentos em toda a cadeia do setor de água e saneamento resultam em benefícios para todos os atores com ela envolvidos, afinal os aportes destinados, principalmente, a aprimoramento tecnológico, podem minimizar as possibilidades de falhas capazes de comprometer o funcionamento dos equipamentos que compõem os sistemas de tratamento. É o caso das bombas e motobombas, que têm registrado crescimento no faturamento ano após ano. De janeiro a agosto, o mercado vislumbrou expansão real de 12,5% em seu faturamento, conforme retratado nesta edição.

Os investimentos são tão relevantes que os nichos que não os fazem ficam fadados à baixa demanda e, conseqüentemente, a custos elevados. É o que tem acontecido no segmento de irrigação da cana. Apesar da oportunidade que revela (são irrigados no mundo 5,2 milhões de hectares de cana, enquanto no Brasil são irrigados apenas 70 mil hectares), o promissor desenvolvimento de sistemas de irrigação por gotejamento ainda não foi cultuado.

Também na contramão da vultuosidade, só que “unitária”, pois representam economia se comparados a outros sistemas capazes de prover os mesmos resultados, estão os montantes destinados à captação de água subterrânea, que perante os provimentos destinados ao setor de águas superficiais ganham escala gradativamente.

Ainda sob a alcunha financeira que contempla o setor de água e saneamento estão os aportes prometidos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro deste ano. Em entrevista à revista H20, o Ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, elucida os destinos dos R$ 40 bilhões a serem investidos até 2010, pois a atenção destinada ao setor tem como premissa prover infra-estrutura capaz de estimular o desenvolvimento do País, onde o déficit de serviços de saneamento é de 52%. Ou seja, há muito a se investir e espaço para aqueles que desejam crescer.

 
Renata Bernardis
 
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