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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
 
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Mudança sem troca
 

Desenvolvido pela Bayer MaterialScience, Fixtube restabelece a característica estrutural de tubos antigos, garantindo a qualidade da água ao cliente final.

 

Uma solução inovadora, capaz de promover a reabilitação de encanamentos e evitar o desperdício de água potável sem demandar a substituição de tubulações, conquista cada vez mais adeptos no mercado. Trata-se do Fixtube, sistema desenvolvido há três anos pela Bayer MaterialScience em parceria com a empresa inglesa E. Wood, que há cem anos oferece soluções de revestimentos e é representada no Brasil pela Fixtube. A empresa, pertencente ao Grupo Geoplan, provê, desde a década de 80, soluções em abastecimento de água ao mercado nacional.

Já empregada na área privada, em setores como o petroquímico e o de mineração, nos quais o custo da água e da energia são estratégicos e a reabilitação resulta em ganhos imediatos, a solução está sendo negociada, atualmente, com as companhias de saneamento de Minas Gerais (Copasa), de São Paulo (Sabesp) e do Rio de Janeiro (Cedae).

Capaz de restabelecer a característica estrutural de tubos antigos, garantir a qualidade da água ao cliente final e evitar vazamentos mediante a utilização em redes de gás e esgoto, o produto foi desenvolvido como um revestimento de alta espessura e de cura extremamente rápida, que confere propriedades especiais ao ferro, reforçando a estrutura já existente e recuperando a vazão original da tubulação.

Vagner Serratto, diretor da Fixtube, relata que vantagens envolvem o menor tempo de intervenção e, conseqüentemente, de desabastecimento que a solução demanda. “A volta do sistema acontece em, no máximo, uma hora após a sua aplicação”, garante.

Valores intangíveis
A recuperação da tubulação danificada pelo tempo de uso e pelas incrustrações – que resultam em vazamentos e perda de resistência mecânica –, quando realizada no próprio local, também evita a abertura de valetas nas ruas das cidades, minimizando os transtornos imputados ao já caótico trânsito de hoje. “A tecnologia já é muito competitiva se considerados apenas os custos diretos que envolvem a substituição da tubulação, as obras civis e o tempo de intervenção. Ganha, no entanto, diferencial ainda maior se computados valores intangíveis, como transtorno à população e custos ambientais”, relata Thomas Schindler, diretor da Unidade de Negócio Coatings da Bayer MaterialScience América Latina.

O trabalho, que consiste em limpeza, filmagem e aplicação para a reabilitação das redes e adutoras existentes, segue, segundo Serratto – que não revela o montante destinado ao desenvolvimento do sistema –, todas as normas descritas pela regulamentadora britânica Drinking Water Inspectorate (DWI).

A tecnologia pode ser utilizada em tubulações com diâmetro variável de 75mm a 1350mm e a recuperação pode ser feita em produtos de aço carbono, ferro fundido, cimento amianto, concreto, PVC, entre outros. “Como a recuperação é planejada por trechos, não há limitação de extensão”, relata Schindler, ao explicar que a produção é realizada por unidades multifuncionais, dificultando assim a definição de capacidade de produção nacional.

Ainda sob o leque de vantagens dessa tecnologia, pelo fato da espessura do revestimento poder variar de 1mm a 5mm, o encanamento ganha a proteção exigida por lei, sem que precise de outras técnicas de reabilitação. A solução também prevê décadas de uso contínuo do revestimento, garante alta resistência à abrasão e elimina o desperdício de água em um encanamento com problemas. Assegura, ainda, recuperação da vazão original da tubulação, reforça a estrutura da tubulação já existente, mantém a funcionalidade da tubulação mesmo com eventuais rompimentos transversais e não bloqueia as ramificações originais da rede.

O Fixtube foi desenvolvido para prover maior segurança às redes britânicas de gás com idade superior a 20 anos de utilização, já que o governo do Reino Unido, depois de prover a reabilitação de mais de 8 mil quilômetros de rede de gás e incitar o processo de privatização das companhias de saneamento, exigiu das novas companhias garantia da qualidade da água na torneira dos clientes finais. Tal medida demandou que as concessionárias locais realizassem investimentos em reabilitações de redes de água em toda a região. E essas foram feitas sem a efetiva troca das tubulações.

 
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