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| Novos negócios |
O controle integral da Geoplan Assessoria, Planejamento e Perfurações, uma das maiores companhias brasileiras em solução de abastecimento de água para fins industriais, que era controlada originalmente pelo fundo americano Nexus Partners, foi assumido pela Haztec Tecnologia e Planejamento Ambiental. Este fundo mantém ainda a participação na Fixtube e Wet Chemical do Brasil, que atuam no país. O objetivo da aquisição é ofertar um portfólio completo de serviços para eliminar o impacto ambiental da implantação e operação de projetos industriais. A união de forças associou a expertise da Geoplan no tratamento de água com o conhecimento da Haztec em gestão ambiental, mercado em que é uma das líderes. As duas empresas faturam juntas R$ 110 milhões e a Haztec planeja triplicar esse valor até 2009 por meio de crescimento orgânico e aquisições adicionais. A Haztec trabalha nas áreas de diagnósticos ambientais, remediação de áreas impactadas, mudanças climáticas, gestão ambiental integrada e respostas a emergências ambientais. A companhia é controlada pelo Grupo Synthesis e pelo InfraBrasil.
O Grupo Synthesis tem participações em empresas que atuam nos mercados de serviços offshore, incorporações e sustentabilidade. O InfraBrasil é um fundo de investimento em participações em empresas do segmento de infra estrutura e saneamento, administrado pelo Banco ABN Amro Real.
A Haztec foi fundada em 1999 e em 2003 teve seu controle adquirido pelo Grupo Synthesis. Recentemente o InfraBrasil entrou no grupo de controle da companhia. Entre seus clientes estão as maiores empresas brasileiras do setor de petróleo, mineração, produção de papel e celulose, produção de cimento e geração de energia elétrica, entre outros. |
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| Equipamento monitora águas a baixo custo |
A empresa de monitoramento ambiental Ag Solve, sediada em Indaiatuba (SP), representante exclusiva da Solinst no Brasil, acaba de lançar uma nova opção a baixo custo para a medição do nível de águas subterrâneas e superficiais: o Levelogger Gold Junior, da Solinst (foto). O equipamento monitora e registra dados ambientais ao longo do tempo sobre a variação da lâmina de água em rios, mananciais e reservatórios, assim como o nível da água subterrânea em poços em empresas de mineração, saneamento, geração de energia, papel e celulose, entre outras. Também possibilita a obtenção de uma série histórica de registros que permitem que as empresas conheçam o comportamento hidrológico em função da sazonalidade ou das atividades e processos produtivos que realizam em determinado local, bem como registro para uso futuro.
Totalmente automática, a nova alternativa é composta de um datalogger (armazenador de dados) com sensor de temperatura, transdutor de pressão e bateria interna, com cinco anos de duração, tudo em um pequeno corpo de aço inoxidável, à prova d'água e livre de manutenção. O Levelogger Gold Junior também possibilita a automação de testes de bombeamento e condutividade hidráulica nos diversos tipos de solo, considerando o nível d'água em dois locais de um mesmo aqüífero. Segundo Mauro Banderali, diretor da Ag Solve, o equipamento tem o custo menor do mercado, possui as principais funções encontradas no renomado Levelogger Gold, e utiliza os mesmos softwares e acessórios. “Ele é mais barato que os sensores convencionais de nível; vem com coletor de dados e bateria e é compatível com sistemas de automação SDI-12 e SCADA, permitindo a integração com os sistemas de telemetria – rede sem fio, celular, ethernet – para a transmissão de dados”, explica ele.
O equipamento possui uma memória não volátil e tem capacidade de armazenar 32 mil posições de temperatura e pontos de níveis d'água. As leituras são lineares e realizadas num intervalo de tempo definido pelo usuário, que pode ser de meio segundo a 99 horas. A precisão é de 0,1% FS, com uma calibração de fábrica permanente. |
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| Prestação de serviços |
A Biosistemas, especializada em saneamento ambiental, abre divisão específica para a prestação de serviços. A nova área visa otimizar a gestão por meio da realização de levantamentos de riscos ambientais, operação e fornecimento de mão-de-obra e insumos, bem como a gestão e realização de manutenção nas estações de tratamento de água (ETA), esgoto e efluentes industriais (ETE).
“Ao longo dos últimos anos, percebemos que muitas empresas têm suas estações de tratamento de efluentes defasadas tecnologicamente ou mesmo sucateadas, com custos de operação, insumos e mão-de-obra elevados, em muitos casos. Nosso compromisso é fornecer os mesmos serviços, com custos pelo menos 20% inferiores”, explica Livio Salles, diretor executivo da Biosistemas. Para ele, além do setor privado, o público passa por grandes transformações, sendo que muitos municípios estão terceirizando a gestão de seus Serviços Autônomos de Água e Esgoto (SAAEs), tentando modernizar a gestão e aumentar a eficiência no abastecimento de água e no tratamento de efluentes.
“Com técnicas eficientes de gerenciamento e levantamento de problemas e oportunidades, atrelados ao recadastramento e hidrometração das ligações de água e esgoto do município podemos aumentar as receitas da cidade com saneamento em até 40%, por exemplo”, afirma o diretor da Biosistemas. |
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| Novas normativas para tubos de PRFV |
Dois anos e meio após terem sido iniciadas as reuniões entre fornecedores de matérias-primas, fabricantes, usuários e representantes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), os tubos de poliéster reforçado com fibras de vidro (PRFV) foram normatizados. Publicada em 26/11/2007, a NBR 15536 estabelece os parâmetros de inspeção no recebimento e desempenho dos tubos e conexões de PRFV utilizados em obras de saneamento básico – por exemplo, sistemas para adução de água e emissários de esgoto sanitário, entre outras aplicações. O texto, inspirado em regulamentações internacionais como a AWWA C-950 e ISO 10467 e 10639, também detalha os métodos para os ensaios dos tubos.
“Trata-se de uma grande conquista, sobretudo para o mercado consumidor, que passará a ter mais confiança na performance das tubulações”, comenta Marcel Dal Posso, gerente de qualidade da Amitech (foto), maior fabricante brasileira de tubos de PRFV. A empresa opera em Ipeúna, no interior de São Paulo, uma fábrica com capacidade para a produção de 120 km/ano de tubos de 400mm a 1.200mm de diâmetro. Ao longo de 2008, esse potencial saltará para 300 km/ano, com diâmetros oscilando entre 300mm e 3.000mm. “Participamos ativamente do projeto de elaboração da norma, inclusive munindo o comitê com informações fornecidas pelas nossas coligadas no exterior”, lembra. A Amitech é controlada por dois grupos internacionais: a colombiana Inversiones Mundial e a saudita Amiantit.
Além dos benefícios às concessionárias de saneamento básico, a normatização será vantajosa para os próprios fabricantes dos tubos de PRFV. “Haverá um nivelamento por cima da qualidade, sem contar que todos terão que cumprir as mesmas exigências”, avalia Dal Posso. De novo, os principais beneficiados serão os usuários das tubulações, “que há tempos desejavam a publicação da norma”, comenta o gerente de qualidade da Amitech. O não cumprimento da regulamentação implica penalidades descritas no Código de Defesa do Consumidor. |
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| Sumário |
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