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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
 
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O preço do descaso
 

A água poluída e a falta de tratamento adequado de esgotos ainda são uma das maiores causas de mortalidade no mundo, com destaque para a população de baixa renda dos países em fase de desenvolvimento e da maior parte dos habitantes do chamado Terceiro Mundo.

São 3 milhões de pessoas, a maioria crianças, que morrem por ano no planeta porque nos recusamos a pensar para onde estão indo nossos dejetos.

Não adianta apenas investir em desinfecção para que nossa água possa ter melhor qualidade. É necessário cuidado para que os mananciais possam ter água de qualidade melhor.

Não foi por acaso que a Organização das Nações Unidas elegeu 2008 como o Ano Internacional do Saneamento. A entidade o fez porque, além do problema de saúde pública, por si só uma tragédia, a economia sofre os reflexos desse problema. Estudos nos mostram que a cada cifrão investido em saneamento, cinco outros não precisam ser gastos com saúde.

Por outro lado, foram divulgados estudos que mostram que essa “economia” vai mais longe, na razão de um para sete, se levarmos em consideração não só os investimentos em saúde, mas extrapolarmos para índices econômicos. Ou seja, destinarmos recursos ao tratamento adequado de água e esgotos nada mais é que investirmos em nosso futuro e no nosso crescimento econômico.

Tomara que essa iniciativa da ONU permita que as autoridades governamentais, em especial, percebam que não adianta fazer apenas obras visíveis, que não tragam os benefícios esperados para a saúde, a economia e o crescimento do país.

 
Cynthia Luz
 
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