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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
 
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Abiclor completa 40 anos
 

Associação comemora os avanços conseguidos nas técnicas de produção e medidas de segurança.

 

A Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor) completa quatro décadas de existência em 2008 e tem muitas razões para comemorar. Uma delas é que, sendo a entidade representativa do setor, tem tido fundamental importância no aprimoramento da indústria de cloro-soda e tem contribuído para a defesa de um dos produtos essenciais para o desenvolvimento da sociedade atual: o cloro.

De acordo com dados da entidade, o cloro é, direta ou indiretamente, usado na fabricação de 90% dos medicamentos e em 80% dos produtos industriais, como tintas, defensivos agrícolas, roupas e tecidos coloridos e até mesmo nos microprocessadores encontrados em microondas, computadores, DVDs e equipamentos eletrônicos em geral. Já a soda cáustica, um dos derivados do cloro, é usada na produção de alumínio, celulose e papel, sabão e detergentes, entre outros.

Outro motivo para comemorar é o desempenho que o setor vem registrando. No primeiro trimestre deste ano, a produção de cloro elevou-se em 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado, com taxa de utilização de capacidade média de 91,2%. Além disso, o consumo setorial da produção nacional no período também apresentou incremento de 2,5%, com destaque para os segmentos de solventes clorados, que cresceram 19,2%; ácido clorídrico, 12%; e DCR (dicloroetano, principal matéria-prima para a fabricação de PVC), 4,6%.

Já a soda cáustica teve produção 2,9% maior no primeiro trimestre de 2008 em relação a igual período do ano passado. Por outro lado, as vendas totais do produto aumentaram 5,8%, e o consumo aparente teve alta de 17,3%. Com isso as importações de soda atingiram 222,3 mil toneladas no período, com crescimento de 40,3%. “Estamos, dentro da indústria, sentindo os bons ventos do crescimento do Brasil”, resumiu Luiz Gonzaga Rapp de Oliveira Pimentel, presidente da Abiclor.

Ele destaca o setor de PVC e poliuretano como fortes impulsionadores do cloro, lembrando que isso pode ser atribuído, em parte, ao Programa de Aceleração do Desenvolvimento (PAC), que está levando o setor da construção civil e do saneamento a um crescimento. Por outro lado, Pimentel lembra que as indústrias vêm apresentando aquecimento no segmento da mineração, siderurgia, papel e celulose e química e petroquímica, todas com projetos entrando em funcionamento em prazos curtos.

Isso faz com que seja necessário aumentar a produção local, que mal está dando conta da demanda. Por essa razão, duas ampliações estão sendo esperadas para este ano: a da Carbocloro, que representará a produção de 100 mil toneladas anuais de cloro e 112 mil toneladas de soda cáustica – para este ano, como a unidade deve entrar em funcionamento no segundo semestre, serão 50 mil toneladas de cloro e as correspondentes 56 mil toneladas de soda –, e da Solvay, cuja produção deve ser iniciada no final de 2008, e que ofertará ao mercado em 2009 mais 50 mil toneladas.

“Para que se possam pensar em outras possíveis ampliações, é necessário que se resolva o gargalo da energia no Brasil”, avalia Pimentel, lembrando ainda que este é um fator que onera muito o setor.

História
Nascida num período de instabilidade política, econômica e social, o ano de 1968, a Abiclor iniciou suas atividades como interlocutora do setor com o governo, atuando como intermediadora nas negociações de preço junto às câmaras setoriais da época. Depois, foi assumindo outras responsabilidades e inserindo-se em audiências públicas para discutir temas estratégicos para o setor, como energia elétrica, restrição ao uso do mercúrio, entrada de produtos ilegais no País, entre outros. Também serviu como representante do setor nas discussões com agentes de governo sobre questões sensíveis ao segmento, objetivando a abertura de caminhos para que as associadas pudessem se dedicar aos negócios.

Também não deixou de se preocupar com outros aspectos importantes para o setor, como segurança e desenvolvimento. Para isso, a Abiclor tem desenvolvido programas para capacitação dos profissionais que atuam diretamente com o cloro e seus derivados e estimulado a realização de encontros com produtores e distribuidores, de maneira a promover o intercâmbio de idéias e conhecimentos sobre as técnicas e procedimentos em estocagem, manuseio e transporte seguro de cloro e soda.

No ano em que o destaque é o saneamento, vale lembrar que a Abiclor tem se esforçado em disseminar a importância de preservar o ambiente, da utilização racional da água e da prática de reúso. Exemplos disso são os encontros sul-americanos sobre qualidade de água (Acquasur I e II) realizados no Brasil, em Salvador (BA) e em Fortaleza (CE). A entidade também aderiu ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece a redução pela metade da parcela da população mundial sem acesso à água potável segura até 2015.

Responsabilidade social
A entidade não deixa de lado sua responsabilidade para com a sociedade, contribuindo com uma série de ações para promoção da saúde, melhoria de qualidade de vida da população e conscientização quanto à necessidade de preservação dos recursos hídricos. Desde 2004, por exemplo, a Abiclor apóia o projeto de construção de cisternas no semi-árido nordestino para armazenamento da chuva, contribuindo com hipoclorito de sódio para desinfecção dessa água.

Realizou também as Semanas de Comunicação do Cloro, que já atingiram cerca de 80 mil crianças de escolas públicas, lançou uma edição especial do gibi Turma da Mônica sobre a importância da água e da preservação dos mananciais, bem como distribuiu a revista Cloro evita a Cólera, para a população saber como combater a doença.

Mais recentemente, foi lançado o projeto Saúde começa em Casa, resultado de parceria com a ala pediátrica da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, que objetiva reduzir a incidência de doenças infecciosas causadas por água e alimentos contaminados nas crianças portadoras de enfermidades crônicas. O projeto envolve a doação por dois anos de hipoclorito de sódio para as famílias que têm crianças internadas na instituição, distribuição de folhetos informativos e a visita de profissionais às casas dessas famílias para ajudá-las a identificar os locais onde se desenvolvem as bactérias e mostrar como combatê-las de maneira simples.

 
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