Neste ano, as reais condições do tratamento de esgoto e efluentes industriais no Brasil têm ficado mais claras, em vista de a Organização das Nações Unidas ter eleito 2008 como o Ano Internacional do Saneamento. Se de um lado percebemos que há um longo caminho a percorrer em busca da universalização ao acesso ao esgoto tratado, de outro passamos a abordar um assunto que anteriormente ia literalmente ralo abaixo, sem que ninguém se preocupasse com a sua destinação, de acordo com a máxima longe dos olhos...
Além disso, a consciência de que a água potável não é infinita e de que tampouco podemos esperar que a natureza continue a oferecer seus recursos hídricos para matar nossa sede sem fim nos faz procurar soluções para usar e reusar adequadamente a riqueza mineral que captamos dos rios, poços e fontes, bem como passemos a nos preocupar em não sujá-los, degradando nossa própria fonte de sobrevivência.
Assim, esperamos que as obras de captação e tratamento de esgotos e de efluentes industriais passem a ser uma prioridade das empresas, do governo e das pessoas, que, finalmente, parecem estar aprendendo que falar de esgoto pode não ser atraente ou muito agradável, mas vai garantir que as próximas gerações tenham uma qualidade de vida, se não melhor, pelo menos semelhante a nossa.
Com a chegada da Lei 11.445, ainda não regulamentada, o cenário pode finalmente começar a mudar em relação ao que vinha acontecendo na última década, e já há ares de melhora para o setor de tratamento de água e efluentes, com pequeno destaque para este último. Um exemplo disso é o Paraná, que quer ser a primeira unidade da Federação a alcançar os índices recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Que venham os financiamentos, as verbas e as obras para que alcancemos melhor qualidade de vida, mais saúde, bem-estar e até o lazer de fim de semana e férias na praia ou na beira do rio sem que tenhamos de nos preocupar com a poluição ou a contaminação. |