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Brasil, 9 de Setembro de 2010
 
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Aquamec aposta em reúso e dobra faturamento

A Aquamec, empresa brasileira que oferece soluções completas na área de tratamento de efluentes, acaba de atingir R$ 50 milhões de faturamento, incluindo a exploração de um novo nicho de mercado: o reúso da água. Em apenas dois anos, a companhia dobrou o volume de negócios com o fornecimento de soluções que propiciam a indústrias e concessionárias uma utilização sustentada do líquido, de acordo com as propostas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e da Organização Mundial de Saúde.

Por meio de parcerias internacionais com empresas como Meva Artemis Gummijäger e Krofta, a Aquamec conta com soluções de vanguarda na área. “Podemos dizer que estamos no estado da arte no setor”, afirma Rubens Francisco Júnior, diretor de Tecnologias de Tratamento (foto). “A nossa expectativa é, novamente, em dois anos, dobrar o nosso volume de negócios, pois a conscientização sobre o uso responsável da água já é uma realidade”, complementa.

Um exemplo é o mais recente contrato da companhia com a Petrobras, para oferecer para a Refinaria Gabriel Passos (Regap), localizada em Betim, Minas Gerais, uma unidade de tratamento de lodo, adensamento e recuperação de água. Com a solução, 225 metros cúbicos de água que eram despejados na lagoa de polimento da refinaria agora serão reaproveitados na produção de mais água industrial.

 
Lançada caçamba-tanque para ácido fosfórico

A Nova Kabí, empresa com 65 anos de existência, com linha de equipamentos para uso em serviços ambientais e coleta seletiva, serviços aéreos, de reboque e de resgate, além de equipamentos para uso em mineração e siderurgia, desenvolveu especialmente para atender aos serviços de coleta, armazenagem e transferência de ácido fosfórico da Fosbrasil a caçamba-tanque estacionário Kabítudo mod. KTE-230/47-5-inox-316.

Com capacidade para até 4.700 litros, é fabricada em aço inox 316L, e com bocal de alimentação flangeado e bocal quadrado superior para inspeção e limpeza com sistema de vedação e fechamento por parafusos de aço inox, flange e válvula de esfera em aço Inox-316L para descarga.

 
Projeto piloto testa automatização de monitoramento em barragem da capital paulista

Tanto hidrelétricas como reservatórios para abastecimento público são estruturas que precisam de monitoramento constante, devido ao imenso volume de águas represadas artificialmente e à susceptibilidade às variações climáticas e de vazão de água. “O monitoramento de barragens constitui uma das ferramentas que auxiliam a minimizar a possibilidade de riscos de acidentes e, por isso, deve ser tratado com muita responsabilidade”, garante Walmir Capeloza Varga, engenheiro do Departamento de Engenharia da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) do Estado de São Paulo.

Pensando nisso, a Emae contratou uma empresa especializada em instrumentação geotécnica que, em parceria com a Ag Solve Monitoramento Ambiental, instalou um projeto piloto de automatização da instrumentação para monitoramento na Barragem do Rio Grande, em São Paulo. Lá está em funcionamento o Sistema de Automatização de Leituras de Medidores de Nível D’água, Piezômetro e Níveis D’água de Reservatórios - um conjunto de equipamentos que coleta as leituras e envia automaticamente para o banco de dados do Gerenciamento de Dados de Auscultação do Sistema Hidráulico (GDASH), agilizando o recebimento e a compilação das informações.

Segundo o engenheiro, o projeto pretende analisar e testar o funcionamento desses equipamentos para o monitoramento em barragens, bem como avaliar a possibilidade de implantação da alternativa em outras estruturas. “De maneira geral, o projeto tem atendido às expectativas e num próximo momento será avaliada a necessidade de ampliação do sistema”, afirma o engenheiro. A velocidade na aquisição e análise dos dados e os recursos oferecidos pelos softwares têm sido cada vez mais necessários para os trabalhos de monitoramento, principalmente em estruturas de alto risco como as barragens.

Segundo Varga, além de investimentos em novas tecnologias, há também necessidade de comprometimento das áreas de manutenção das empresas proprietárias de barragens para que se possa garantir a qualidade do monitoramento e, conseqüentemente, a segurança das estruturas. “A instrumentação é uma das atividades que faz parte do monitoramento de estruturas, que, somada às inspeções e outros procedimentos do Manual de Segurança e Inspeção de Barragens, do Ministério de Integração Social, completa as atividades relativas ao acompanhamento da segurança das estruturas”, finaliza Varga.

 
Soletrol exporta aquecedores solares para mineradora de cobre chilena

A Soletrol está ampliando suas vendas externas. Atualmente, 2% das receitas totais são gerados pela exportação, porém a empresa espera atingir 5% até 2010. Para tanto, novos negócios estão sendo ativados continuamente. Um exemplo recente é a atuação no Chile. A Soletrol vem fortalecendo uma parceria com um representante local, que já esteve no Brasil para participar de treinamentos na Universidade do Sol, e um projeto piloto já foi desenvolvido naquele país. Trata-se do atendimento a uma das principais mineradores de cobre do Chile, a Mineira Zaldivar. Os sistemas de aquecimento solar foram instalados nas moradias dos trabalhadores, em acampamento localizado próxima à cidade de Calama, no deserto do Atacama, para atender a demanda de água quente para banho.

Como informa o diretor de comércio exterior da Soletrol, José Raphael Bicas Franco, o primeiro lote para a mineradora foi de 60 m² de coletores, com capacidade de atender demanda de 4 mil litros de água quente, que começaram a operar em março deste ano. "O resultado foi muito positivo, o que gerou uma segunda compra da mineradora. Agora serão 96 m² de coletores para atender 6 mil litros de água", conta Franco.

A expectativa de novos negócios é grande, visto que o Chile vive uma crise energética, o que, aliado à busca por energias limpas, abre possibilidades para os sistemas de aquecimento solar de água. A Soletrol já comercializa regularmente seus produtos em 20 países, tais como Argentina, Uruguai, Portugal, El Salvador, Angola e Estados Unidos.

 
Evonik completa expansão de peróxido de hidrogênio no Brasil

A Evonik Industries, por meio da unidade de negócios Active Oxygens, concluiu a expansão da capacidade de produção de peróxido de hidrogênio de sua fábrica de Barra do Riacho (ES), elevando a capacidade de produção para 70 mil toneladas ao ano, com potencial de aumento para até 100 mil toneladas com a recente instalação de um novo reformador de metano a vapor.

“O que nos deixa especialmente satisfeitos é que esse trabalho pode ser concluído justamente em uma época em que há uma demanda crescente de peróxido de hidrogênio na região”, disse Carlos Gil Mast, vice-presidente e gerente-geral do segmento Active Oxygens para Américas.

“Nesse segmento, estamos sempre buscando oportunidades de melhorar a nossa produção, visando corresponder às expectativas dos nossos clientes”, acrescenta. Acompanhando a bem-sucedida aplicação da tecnologia de solução de trabalho de alto desempenho da Evonik em Barra do Riacho, Mast afirma que a tecnologia deverá, agora, ser aplicada também nas unidades de produção de peróxido de hidrogênio em Gibbons (Canadá) e Mobile (EUA). “A utilização dessa tecnologia nos permite expandir com maior eficiência os recursos existentes, de modo extremamente favorável em termos econômicos em comparação com a construção de novas unidades”, acrescenta Mast.

 
Novo equipamento monitora qualidade de água doce, salobra e salgada

As substâncias lançadas indevidamente nas águas pela ação do homem nos diversos processos produtivos acarretam problemas de contaminação e, para solucioná-los, um novo equipamento acaba de chegar ao Brasil: o Manta. Trata-se de uma sonda multiparamétrica trazida pela empresa de monitoramento ambiental Ag Solve, que permite o acompanhamento contínuo e a análise completa dos aspectos qualitativos de rios, lagos, oceanos, reservatórios, efluentes e outros. O Manta é feito em PVC rígido transparente, podendo ser submerso até 100 metros de profundidade, e a Ag Solve oferece assistência técnica completa com dois anos de garantia contra defeitos de fabricação.

Indicado para as empresas de saneamento e hidrologia, o equipamento possui múltiplos sensores que medem simultaneamente temperatura, condutividade elétrica, salinidade, oxigênio dissolvido, pH, ORP, turbidez e profundidade/nível, além de clorofila, algas, total de gases dissolvidos, sensores de nutrientes na água (amônio/amônia, cloretos e sódio) e rodamina. “Essa é a grande vantagem do Manta: em um só instrumento é possível medir vários parâmetros, nas mais diferentes aplicações”, explica a responsável pelo departamento comercial da Ag Solve, Adriana Artoni.

Por ser um equipamento portátil e prático, a escolha dos pontos de amostragem e dos parâmetros a serem averiguados pode ser feita em qualquer localidade. Outro diferencial é o monitoramento automático que o aparelho permite. Com ele é possível a avaliação contínua da qualidade da água, com detecção de alterações instantâneas, possibilitando agilizar as providências necessárias. “O Manta dispõe de um datalogger (coletor de dados) interno, com 1,5 MB de memória EEPROM, que armazena as informações. Com o software de configuração é possível acompanhar todos os dados em tempo real, calibrar, configurar e baixar as informações do instrumento, que podem ser exportados para uma planilha de Excel”, explica a técnica. A telemetria é possível por rádio, celular ou satélite. Segundo ela, a operação do Manta em campo também é prática e funcional. “Os sensores de qualidade da água podem ser substituídos de forma rápida, enquanto os componentes eletrônicos internos ficam protegidos. A separação do equipamento em unidades isoladas das placas analógica e digital do circuito de dados possibilita medições mais estáveis e precisas. Aliado a esses recursos, o equipamento ainda possui um cabo de sinais destacável que elimina a possibilidade da quebra de pinos ou conectores e permite a troca de cabos. O sistema de cabos, embora selado, possui número reduzido de peças, assegurando baixo custo e manutenção mínima”, afirma.

 
Neotex fecha contrato com Coteminas

Depois de se desligarem da sociedade que mantinham com a White Martins, no início do ano, os fundadores da Neotex adotaram o nome Neotex Consultoria Energética Ambiental e anunciam a criação de uma nova empresa, a Atlântica Waters. O seu objetivo é a representação de equipamentos e sistemas de qualidade, e atuará em sinergia com a Neotex.

Além disso, a família Conchon, liderada por Jacques André Conchon, criador da Neotex, em 1970, além dos irmãos Eduardo André e Elaine Conchon, tem se preocupado em buscar novas soluções para seus clientes no País. Prova disso foi a recente participação na “Ifat 2008 - international trade fair for the environmental sector” (feira internacional de negócios para o setor ambiental), ocorrida em Munique, na Alemanha, de 5 a 9 de maio. Esse esforço para trazer novas alternativas oa Brasil está sendo recompensado. Um exemplo é o recente contrato assinado com a Coteminas, para a qual está sendo implantado um sistema de ultrafiltração a ser usado nos efluentes da empresa para permitir reúso da água e que deverá estar em funcionamento já em outubro deste ano. “Trata-se de um sistema de membranas desenvolvido pela Hubber Technology, que permite que a operação de reúso traga lucro ao empresário”, salienta Eduardo, acrescentando que a economia de água alcançada permitirá a amortização do investimento em dois anos e meio.

Com foco em criar e desenvolver projetos que minimizem os impactos ambientais, a Neotex Consultoria Ambiental, no mercado desde 1970, conta com uma equipe de especialistas liderada por Jacques André Conchon, especialista em engenharia industrial e responsável por mais de 400 projetos voltados para o combate à poluição industrial e sanitária, dos quais 350 focados em tratamento de efluentes líqüidos; 25 em tratamento de poluição atmosférica e 40 em tratamento e redução de resíduos sólidos. Jacques é membro da Water Reuse Association e da Water Environmental Federation, além de especialista em saneamento pela Universidade de São Paulo. Atuam com ele os especialistas Eduardo Conchon, mestre em saneamento ambiental, e a engenheira química Elaine Conchon.

Além de criar e desenvolver os projetos, a Neotex oferece treinamento, capacitação operacional, operação remota de sistemas e consultoria plena para elaborar um verdadeiro plano de guerra no controle de sistemas. “Nós fazemos um controle da estação que ninguém faz. Analisamos diariamente o comportamento, detectando sua eficácia", explica Jacques Conchon. Durante o processo de controle, a Neotex cria a condição ideal para que as bactérias se proliferem naturalmente e degradem a matéria orgânica. "Além disso, contamos com um programa de redução de lodos, que consegue diminuir em 90% a quantidade de biossólidos. É a biotecnologia aplicada", complementa Elaine.

 
General Water é a primeira concessionária particular de água do Brasil

A General Water, empresa brasileira de gestão de recursos hídricos para grandes consumidores privados, como indústrias, shopping centers, condomínios, clubes esportivos e hospitais, entre outros, disponibiliza sistemas de tratamento e reciclagem de esgotos sanitários, além de oferecer soluções de captação e abastecimento de água.

“A empresa constrói sistemas de captação e tratamento de águas subterrâneas na área da empresa contratante e gerencia seu funcionamento. Todo o investimento é da General Water, que também se responsabiliza pelo funcionamento das estruturas, operando-as e administrando seu desempenho. As empresas clientes da GW arcam apenas com os custos de sua conta de água, de acordo com a quantidade consumida”, explica Sérgio Pontremolez, vice-presidente da General Water (foto).

Ele explica também que o sistema é oferecido em contratos de 10 ou 20 anos e a partir daí há a opção de transferir a operação para o clinte, sob o sistema BOT (build operation and transfer). Com isso, a GW já atende 70 empreendimentos em São Paulo. A General Water explora apenas águas subterrâneas que se encontram protegidas contra agentes de contaminação, o que dispensa doses pesadas de produtos químicos, como o cloro, em seu processo de tratamento. O processo também não agride o ambiente, já que a água subterrânea utilizada é um recurso renovável, reposto pela própria natureza.

Ganho de qualidade quase sempre requer mais investimentos e, conseqüentemente, aumento de custos. Com a General Water ocorre exatamente o inverso: redução de custos, inclusive em curto prazo. “Além de a empresa assumir integralmente os custos e os riscos do investimento, desde os primeiros estudos de prospecção no terreno da empresa contratante até a instalação da última engrenagem do projeto, emprega técnicas inteligentes e equipamentos modernos, específicos para cada caso, maximizando sua eficácia e evitando desperdícios. Essa eficácia é repassada ao usuário na forma de valores expressivamente mais baixos em sua conta de água. Além da quantidade e da qualidade da água, a GW garante abastecimento ininterrupto, sem riscos de racionamento”, assegura Pontremolez.

Visando atender outras necessidade dos clientes, a GW também faz uso de sofisticados sistemas de tratamento de efluentes domésticos, cuja finalidade é promover a reciclagem da água, visando sua reutilização. Por meio da tecnologia Deep Shaft, a General Water promove reciclo de esgotos sanitários utilizando um reator vertical, que não emana odores, tem baixíssima geração de lodo e pequena ocupação de espaço, diferentemente dos sistemas convencionais. A água desse processo de reúso é desinfectada e esterilizada, além de ser identificada por um corante inerte, e então, destinada a descargas de vasos sanitários, rega de jardins e lavagem de pisos.

 
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