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Brasil, 7 de Setembro de 2010
 
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Preservando a matéria-prima
 

Em 2007, a empresa foi indicada como uma das 100 Empresas Mais Sustentáveis do Mundo e a prática de reúso da empresa já é responsável pela economia de R$ 7 milhões.

 

A Baxter tem bons motivos para comemorar. A companhia completa uma década de responsabilidade no uso desse recurso anunciando economia da ordem de 80% no período com programas de reúso de água. Os primeiros projetos de conservação de recursos naturais e energias foram implantados em 1998. Após uma década de conscientização, a Baxter conseguiu poupar um total de 428 milhões de litros de água.

No ano passado, os programas geraram uma economia de 12 milhões de litros de água. Atualmente, 60% da água utilizada na empresa é reaproveitada. A meta para 2008 é diminuir em 10% o consumo em relação ao ano passado. Para isso, a Baxter formou um comitê de redução de consumo de água com a participação de diversos departamentos e níveis hierárquicos da empresa. Será realizado um investimento de US$ 50 mil em equipamentos, processos e na implantação de dez novos programas para reduzir ainda mais o consumo e aumentar o reúso. A água é a principal matéria-prima utilizada pela empresa e é empregada principalmente na fabricação de soro fisiológico e soluções para diálise.

“A Baxter utiliza água fornecida pela Sabesp, sendo a maior consumidora desse recurso na zona sul da capital paulista. Mas como nossa produção necessita de um grau de pureza superior ao encontrado na água tratada, já que um dos nossos principais produtos é o soro injetável, essa água passa por uma série de filtrações, que incluem filtros de areia, por exemplo, para tirar cálcio e magnésio, e depois o processo de osmose reversa. Terminando esse processo de osmose, ela vai ser destilada, completando a sua purificação. É nessa fase que ela alcança o grau USP americano”, revela Fred Furquim, gerente de meio ambiente, saúde e segurança da Baxter.

Durante esse processo de purificação, como explica Furquim, parte da água é rejeitada, por não ser adequada para uso na produção, em especial depois de passar pelas membranas, e esse rejeito é reaproveitado pela empresa em usos menos nobres. “Parte dele vai para as descargas de banheiro, por exemplo, ou para processos de troca de calor, para completar o nível do sistema”, conta.

Para obter esses resultados, a empresa adotou três estratégias principais: aumentou o volume de água reutilizada no processo de produção, reduziu o volume de água descartada e investiu em campanhas internas permanentes de conscientização de funcionários. Nesses dez anos de projetos, a Baxter implantou 19 projetos de conservação e reúso de água, promoveu mudanças de procedimentos no processo produtivo e construiu instalações específicas para propiciar a reutilização de água.

Além disso, criou o "Balanço de Água", uma metodologia específica para mapear o consumo de água em todas as fases da produção e avaliar a qualidade da água em cada setor. “Por meio desse balanço, pudemos definir qual é a característica física da água, como índice de pH, o que permite escolher em que aplicação poderá ser melhor utilizada. Esse indicador é usado pela empresa para decidir também que águas são próprias para reúso e quais precisam ser descartadas. Se é uma água que já sai do processo quente, poderá ser retornada a uma caldeira, o que ainda permite reduzir a quantidade de gás usado para aquecer o afluente”, detalha Furquim.

Por outro lado, o gerente ressalta que toda a água descartada pela empresa, depois de usada em processos industriais, é tratada de maneira a não levar consigo nenhum tipo de contaminante. “Preocupamo-nos em destinar os resíduos ou para tratamento externo ou para incineração. E o descarte da água de processos é feito sem conter óleo, solvente ou particulados além do limite. Ou seja, essa água que sai só precisa ser controlada em relação a pH e temperatura. Ela está melhor do que o que seria necessário para lançamento. Nós conseguimos reduzir a carga de contaminação dela e liberá-la sem problemas”, detalha.

Por tudo isso, a empresa foi uma das primeiras laureadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em 2006, com o Prêmio Conservação e Reúso de Água. Seu compromisso com a sustentabilidade teve início em 1977, com a implantação de uma política ambiental. Em 1986, criou a Fundação Baxter Internacional para implementar seus projetos de responsabilidade social e ambiental.

A Baxter, detentora da certificação ISO 14001 pelos programas de proteção do ambiente, é uma empresa global e diversificada da área da saúde que desenvolve produtos de biotecnologia, terapias especializadas e equipamentos médicos para hemofilia, doenças renais, distúrbios imunológicos, câncer, trauma e outras condições clínicas críticas. Fundada há 75 anos, conta com 48 mil funcionários, está presente em 120 países e mantém 67 fábricas em 28 deles. Na América Latina tem subsidiárias no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana e México.

A Baxter Hospitalar, subsidiária brasileira da Baxter, iniciou suas atividades no território nacional em 1960. Com 800 funcionários, é uma das três primeiras do País na fabricação de líquidos estéreis. A empresa é pioneira também na fabricação de soluções para diálise peritoneal domiciliar e colocou no mercado o primeiro aparelho utilizado nesse tipo de terapia. Em 1995, começou a exportar sua produção para a Argentina e Uruguai e, a partir do ano 2000, também para o Chile. Nos últimos anos, iniciou atividades no setor de industrialização por encomenda (business-to-business), fabricando soluções ou diluindo e envasando medicamentos para companhias farmacêuticas e veterinárias.

O lucro líquido da companhia em nível global foi de US$ 1,8 bilhão em 2007, um crescimento de 25% sobre 2006. As vendas totais da empresa atingiram a marca de US$ 11,3 bilhões, superando em 9% o valor registrado no ano anterior. Nos Estados Unidos, as vendas da empresa aumentaram 5%, ficando na casa de US$ 4,8 bilhões. Fora do mercado americano, a Baxter alcançou vendas de US$ 6,4 bilhões, o que representa crescimento de 11% sobre 2006.

 
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