A Voith vem utilizando, desde o final do ano passado, água proveniente de sistema de reúso em suas instalações. O sistema, resultado de investimentos de R$ 500 mil, reduz em mais de 30% (cerca de 7 milhões de litros) o consumo mensal do grupo, anteriormente em torno de 18 milhões de litros. Com a atual demanda, 600 mil litros já são consumidos a partir de reúso. Até o final do ano, a meta é atingir 3,5 milhões de litros.
“O projeto vai ao encontro de nossa política ambiental com relação à preservação de recursos naturais. Com a utilização completa da capacidade do sistema de reúso, podemos deixar de consumir a cota de água fornecida pela Sabesp, o que implicará economia de R$ 12 mil por mês, além de todo o benefício ambiental”, comenta o responsável pela área ambiental do Grupo Voith, Affonso Alvarez.
Para implementar o sistema em sua estação de tratamento de água já existente, a Voith adquiriu dois filtros de polimento, que garantem a qualidade da água; uma unidade de cloração, que desinfeta a água; e uma unidade de bombeamento, utilizada para redistribuir a água para as áreas onde é reutilizada. Hoje, a água de reúso já está sendo empregada na produção, em torres de resfriamento e em vasos sanitários de alguns prédios administrativos e futuramente atenderá áreas fabris de decapagem, lavagem de peças e testes hidrostáticos. |
A Coim Brasil inaugurou sua Estação de Tratamento de Efluentes na unidade de Vinhedo (SP), com investimentos de US$ 2 milhões. Instalada em 2,65 mil metros quadrados, a ETE faz o tratamento de todos os efluentes produzidos na empresa, além das águas pluviais, dos líquidos provenientes dos processos químicos e dos resíduos da fábrica, além de eliminar riscos de contaminação do local e o transporte de resíduos até uma estação de tratamento externa.
“Essa ETE é uma iniciativa própria da Coim, sem nenhuma imposição ou notificação”, comenta Nibaldo Zimmermann, site manager da Coim, explicando que o retorno do investimento virá em cinco anos, porque, por mês, a Coim vai economizar metade do que consome e retira do solo por poços artesianos. “Teremos um ganho ambiental muito grande, pois essa bacia hidrográfica tem pouca disponibilidade de água no solo”, completa Nibaldo.
Por dia, o volume de resíduos produzidos é de cerca de 50 metros cúbicos. A estrutura da estação permite que sejam tratados até 84 metros cúbicos/dia. No mês, essa capacidade pode chegar até 2.520 metros cúbicos, o que equivale ao tratamento de esgoto de um bairro de 500 habitantes. Também deixarão de ser retirados do solo cerca de 20 piscinas grandes de água ao mês.
Para dar início à construção da ETE foram construídas cinco caixas para coleta de qualquer vazamento acidental na área da empresa. Considerando que o maior volume de chuvas historicamente já registrado nos últimos 50 anos na bacia da região, em um período de 15 minutos, corresponde a 500 metros cúbicos, as caixas foram dimensionadas para receber o equivalente a duas vezes esse valor, ou seja, contam com capacidade de armazenamento de até 1 milhão de litros. |