O relatório Progress on Drinking Water and Sanitation – Special Focus on Sanitation (Progressos sobre Água Potável e Saneamento – Enfoque Especial no Saneamento), recentemente divulgado pelo Programa Conjunto OMS/Unicef de Monitoramento do Abastecimento de Água e Saneamento, aponta que diariamente mais de 2,5 bilhões de pessoas sofrem com a falta de acesso a saneamento melhorado e quase 1,2 bilhão de pessoas não utiliza qualquer tipo de instalação sanitária.
Ainda que os números estejam apresentando melhora em relação a uma coleta de dados efetuada em 1990, esses dados ainda alarmam, principalmente porque a falta de saneamento ameaça a sobrevivência de crianças, que têm como uma das principais causas de morte a diarréia.
Outro dado que chama a atenção é o fato de a África já estar com seus índices de acesso à água potável e saneamento melhorados, reunindo sete dos dez países (Burquina Fasso, Namíbia, Gana, Malaui, Uganda, Mali, Djibuti) com os mais rápidos progressos nesse segmento e caminhando para o cumprimento dos Objetivos do Milênio. Benin, Camarões, Comoros, Mali e Zâmbia também fazem progressos rápidos, ainda que estejam longe de alcançar os objetivos.
Mas a Ásia ainda preocupa. Uma prática deplorável, a defecação ao ar livre, está em declínio globalmente, mas ainda atinge 18% da população mundial, ou 1,2 bilhão de pessoas. Dessas, mais da metade – cerca de 778 milhões de pessoas – está no sul do continente asiático.
Por outro lado, progressos também vêm ocorrendo: hoje, menos de 1 bilhão de pessoas não têm acesso a uma fonte melhorada de água, o que equivale a dizer que 87% da população mundial tem acesso a fontes melhoradas de água potável; e se forem mantidas as tendências atuais, até 2015 essa proporção vai superar os 90%.
Por isso, mais que discutir os mercados da água, como vem sendo feito na Expo Zaragoza (evento realizado de 14/6 a 14/9, na Espanha), é necessário prover a população mundial de melhores condições sanitárias e conscientizar para a necessidade de usar esses recursos para proteger a saúde humana e preservar os recursos hídricos. |