|
|
 |
| |
| Fispal Tecnologia investe no ambiente |
| |
| Feira recebeu 60.935 visitantes este ano, superando os 58.225 de 2007, em área de 45 mil m², reunindo 2.036 expositores e devendo gerar negócios em torno dos R$ 4 bilhões ao longo do segundo semestre. |
| |
Realizada entre 3 e 6 de julho, a edição de 2008 da Fispal Tecnologia superou a do ano anterior em número de visitantes, volume de negócios e Um aspecto ressaltado por Marco Antonio Mastrandonakis, diretor de Feiras da Brazil Trade Shows (BTS), que promove a Fispal Tecnologia, foi a crescente internacionalização do evento. “Mais importante que o número de visitantes, porém, é o fato de que, do México para o Sul, recebemos executivos e empresários de praticamente todos os países da América Latina, reforçando nossa percepção de que a Fispal Tecnologia se tornou a porta de entrada para quem quer fazer negócios na América Latina. E cada vez mais empresas de todos os continentes participam com o propósito de lançar seus produtos e estabelecer contatos comerciais que permitam a expansão de seus negócios na região. Este ano tivemos expositores internacionais de 13 países (Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, China, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, México, Suíça e Taiwan) e visitantes de vários países do mundo, com ênfase nos países da América do Sul e Central”, conta ele.
Com perspectiva de bons negócios no segundo semestre do ano, os fornecedores de embalagens, equipamentos e serviços para a indústria de alimentos e bebidas que participaram da Fispal Tecnologia 2008, encerrada no último dia 6 de junho, fizeram um balanço positivo do evento. Satisfeitos com o perfil do público visitante, formado em praticamente sua totalidade por profissionais focados na realização de negócios e estabelecimento de contatos comerciais, muitos expositores iniciaram contatos para novos projetos no próprio Anhembi, a exemplo da Markem-Imaje e da Linde.
Para o gerente comercial do evento, Fernando Merida, uma prova do sucesso obtido este ano foi o número recorde de renovações (reserva de espaço para a feira de 2009) registrado durante o próprio evento. Ainda de acordo com Merida, uma instrução normativa deste ano fez com que as pequenas e médias empresas perdessem um importante subsídio para participar de feiras de negócios. Desde 1992, o Sebrae subsidiava a participação destas empresas em eventos grandes e importantes no mercado em que atuam. A partir de 2008, apenas receberão o incentivo, empresas que participam de projetos setoriais ou arranjo produtivo local (APL).
“Como as empresas de regiões metropolitanas atuam muito pontualmente, elas ficaram desamparadas. Decidimos então subsidiar 40% do custo total de participação, o que abriu as portas para elas”, disse. Ao todo, 40 empresas de pequeno porte puderam participar da feira. Dez delas, de Santo André (SP), tiveram também o apoio da prefeitura local.
Espaço Sustentabilidade
Consciente da importância das ações sustentáveis no dia-a-dia da indústria, a Fispal Tecnologia apresentou na sua 24ª edição um local totalmente voltado às questões do ambiente. O Espaço Sustentabilidade, localizado no final das ruas A/C, reuniu iniciativas focadas no desenvolvimento sustentável da indústria, nos campos da gestão de resíduos, energia e ações sociais, entre outros.
A Linde, uma das patrocinadoras do evento, com estande no Espaço Sustentabilidade da feira, desenvolvido para divulgar iniciativas ambientalmente responsáveis das empresas do setor de alimentos e bebidas. Segundo o coordenador de Comunicação e Marketing da Linde, Álvaro Silva, “a Fispal Tecnologia tem ampla cobertura e é a maior feira da América Latina. É um canal que potencializa a consolidação da marca e uma oportunidade para divulgá-la”.
Por meio de planta-piloto, a empresa apresentou a operacionalidade de sua solução em uma estação de tratamento de efluentes com aplicações de oxigênio, dióxido de carbono e ozônio. A tecnologia da Linde, em comparação com outras existentes no mercado, tem como grande diferencial o uso racional do oxigênio puro. Composta por sistemas de remoção de carga orgânica, material nitrogenado, ajuste de pH e ozonização, a estação que a Linde apresentou na feira trabalha a partir de um efluente industrial, passando por processos físico-químicos e biológicos até obter uma água tratada para descarte no corpo receptor, conforme exigências ambientais, ou mesmo, reúso industrial.
A próxima edição da feira já está marcada para ocorrer entre 16 e 19 de junho de 2009, no Anhembi, em São Paulo. |
| |
| Um desafio à sustentabilidade - água versus energia |
| |
| Evento realizado pelo Instituto Promon de Tecnologia em 18 de junho reuniu especialistas nacionais e internacionais, que apresentaram novas pesquisas e tecnologias. |
| |
O Instituto de Tecnologia Promon (ITP) promoveu, no último dia 18 de junho, seu terceiro seminário, sob o tema Um desafio à sustentabilidade – Água versus Energia. Lançado em abril de 2007, o ITP tem por objetivo contribuir para ampliar a análise imparcial e o debate das tecnologias que farão a diferença no futuro, e desenvolver talentos nas áreas em que atua - Energia, Desenvolvimento Sustentável e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
Cerca de 120 convidados, entre dirigentes de empresas, investidores e pesquisadores de todo o país assistiram especialistas brasileiros e estrangeiros ministraram palestras e apresentaram novas pesquisas e tecnologias desenvolvidas nessa área. “O objetivo desse seminário foi apresentar a interdependência que existe entre a água e a energia, dois elementos que estão sobre risco. É importante que se discuta quais medidas podem ser realizadas hoje e quais são as perspectivas para o futuro. Esse é o papel do ITP, que continuará o incentivo do debate de importantes questões da sociedade”, destacou Ricardo Corrêa, diretor do Instituto de Tecnologia Promon.
O seminário teve início com a palestra “Desafios e Perspectivas no Gerenciamento de Conservação de Recursos Hídricos”, proferida pelo diretor do Centre for Water Research (Austrália), Jorg Imberg, que apresentou os impactos nos ciclos hidrográficos e no ambiente causados pela crescente demanda de água para produção de energia, competindo com a necessidade de outros setores da economia. Imberg destacou a importância das novas tecnologias e métodos quantitativos desenvolvidos para a gestão de recursos hídricos que objetivam fazer um balanceamento entre os usos desses recursos e seus impactos ambientais e ecológicos. “Os homens erram, mas relutam em aprender com os próprios erros. As máquinas, ao contrário, aprendem constantemente com os erros e evoluem”, ressaltou Imberg. “Quando é anunciada, por exemplo, a inauguração de uma fábrica de papel e celulose em um determinado local, a primeira impressão é sempre negativa. Há uma pré-conceituação por parte da sociedade. É preciso, portanto, que exista um canal de comunicação com a comunidade para que ela possa entender aquilo que está sendo desenvolvido. E, nesse sentido, a internet é uma tecnologia fundamental”, reiterou.
A segunda palestra do evento foi apresentada pelo professor José Goldemberg, pesquisador do Cenbio (Centro Nacional de Referência em Biomassa da Universidade de São Paulo), que falou sobre as perspectivas tecnológicas de minimização do uso da água na produção de energia e de biomassa, a fim de reduzir seus impactos ecológicos e ambientais. Goldemberg expôs um panorama da situação do País em relação ao mundo no que diz respeito à disponibilidade e retirada de água. “O mau uso dos recursos hídricos pode causar conseqüências dramáticas à população”, alertou. O professor também demonstrou um balanço da produção hídrica do território do Estado de São Paulo e da evolução da demanda de água nesta região. “A situação dessa região não é tão confortável quanto à situação do Brasil em relação ao resto mundo. Em 2000, 47% da água disponível neste estado era utilizada. Uma fração considerável do consumo é destinada para suprir áreas urbanas. Cada vez mais, para abastecer uma cidade como São Paulo, por exemplo, é necessário trazer água lugares distantes, o que implica sérios problemas”, ressaltou.
Goldemberg também discutiu sobre a situação brasileira na produção de etanol e co-geração de energia elétrica a partir de cana-de-açúcar, apresentando um quadro sobre a evolução dos volumes de captação, consumo e lançamento de água na indústria sucroalcooleira. “Para cada litro de etanol produzido, por exemplo, são utilizados em média 10 litros de água. A produção de cana, por sua vez, consome 1m³ de água por cada tonelada produzida. É preciso um trabalho sério para reduzir o uso da água na produção de cana-de-açúcar”, enfatizou.
O terceiro palestrante foi Cláudio Barbosa, diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que explicou o sensoriamento remoto do uso de recursos hídricos e seus impactos ambientais. Barbosa destacou a evolução do sensoriamento remoto utilizando satélites e redes terrestres para o gerenciamento efetivo de recursos hídricos em nível local, regional e global. “Ambientes aquáticos são muito dinâmicos, sofrendo mudanças significativas em escalas curtas de tempo, como dias e até horas. Os satélites disponíveis atualmente possibilitam fazer um monitoramento multitemporal de grandes áreas à distância, o que permite que esses dados sejam coletados com mais agilidade e precisão”, afirmou.
A última palestra do evento centrou-se nos desafios e perspectivas do gerenciamento integrado de água e geração de energia, e foi ministrada por Hermes Chipp, diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e por Vinícius Forain Rocha, representante do ONS. Rocha iniciou o seminário com a apresentação do Sistema Interligado Nacional (SIN). “O objetivo do planejamento do SIN é minimizar o custo total da geração de energia, do presente ao futuro, por meio de decisões de geração térmica e hidráulica e, dessa forma, preservar a segurança do atendimento eletro energético”, explicou.
Também foram apresentados casos de gestão de usos múltiplos do SIN, o processo de gestão de restrições hidráulicas e sua articulação institucional. Hermes Chipp deu continuidade à palestra e discutiu sobre a possibilidade de uma gestão integrada água-energia nos âmbitos regional, estadual e federal no país, a fim de reduzir os impactos ambientais. “É necessário agir com prevenção. Os procedimentos da ONS representam uma estratégia de operação que modificam o paradigma brasileiro”, concluiu. |
| |
| Sumário |
| |
|
|
|