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Brasil, 9 de Setembro de 2010
 
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Com tendência de crescimento, alavancada até pelo crescente investimento em tratamento de efluentes, os biocidas enfrentam o desafio de apresentar eficiência com menor risco ao ambiente, com custos mais competitivos.

 
Cynthia Luz
 

O sonho de qualquer empresário que tenha de tratar a água para uso em processos industriais e/ou consumo humano é conseguir um biocida eficiente na eliminação de organismos que interfiram na qualidade do afluente, sem oferecer riscos à saúde dos consumidores ou à conservação das tubulações e dos equipamentos em que vai ser empregado. Outra grande vantagem seria que esses produtos não apresentassem riscos ao ambiente. E, por fim, a receita do biocida ideal pede que o produto tenha custo baixo. Resumindo, seria algo semelhante a uma pequena ratoeira, que não fizesse ruído, não tivesse de ser armada por mãos humanas e ainda transformasse o produto de sua caça em um animal menos asqueroso e perigoso, como uma borboleta, e tudo isso por um custo mínimo. Mas enquanto a utopia não se instala no segmento, a busca por soluções mais adequadas é constante.

Na visão dos executivos da Ipel, a tendência atual é a utilização de produtos oxidantes baseados em halogênios. Esses produtos apresentam formas de aplicação que reduzem o contato do operador com o produto, minimizando riscos de contato. Outra característica importante desses produtos é o fato de reagirem com o material orgânico contido na água e se inertizarem, além de possuir uma excelente atividade. “A procura por produtos baseados em ativos naturais também é uma tendência em alta. A Ipel está com uma linha de produtos encapsulados que além da baixíssima toxicidade, reduz a quantidade de produto adicionado ao sistema”, contam Luiz Wilson Pereira Leite, diretor de marketing, e Giovanni Caritá Junior, diretor industrial e de pesquisa e desenvolvimento da Ipel, avaliando que esse é um mercado em crescimento em todo o mundo em função da cada vez menor oferta de água e do aumento da reciclagem nas indústrias. “A taxa de crescimento do consumo de biocidas para tratamento de águas está em 4,5% na média dos últimos quatro anos”, citam.

Supervisão contínua
Já para Alexandre Moreira, regional product applications leader Latin America da GE Water & Process Technologies, a tendência do mercado é cada vez mais crítica em termos de se ter bons resultados imediatos: “As exigências são mais fortes e diretas nos resultados a serem obtidos, para que as empresas não precisem jamais arriscar suas unidades de produção, que já estão no total gargalo térmico e de vazão, e não têm mais folgas para admitir erros. Todos os clientes já têm uma ciência total dos riscos imediatos que podem ter com problemas de bactérias, fungos ou algas em seus sistemas. Citamos os químicos, siderúrgicos, petroquímicos, refinarias, destilarias etc., onde existem realmente equipamentos críticos que qualquer oscilação de troca térmica pode reduzir sua eficiência (trocadores de calor, camisas de compressores, camisas de reatores, torres de resfriamentos, clarificadores, estações de efluentes etc.). Essa consciência crítica, que um sistema pode sofrer em tempo recorde perdas de eficiência e até parar unidades industriais por problemas de slime, que reduz vazão da água e causa corrosão severa por deposição porosa, nos coloca numa posição de intenso controle de monitoramentos e supervisão contínua. A qualquer sinal, já se deve entrar com contingências”, diz Moreira, lembrando que o mercado brasileiro conta hoje com profissionais cada vez mais especializados e exigentes, “sempre exigindo-nos palestras e cursos técnicos para deixarmos seus operadores sempre alertas e a atuarem em tempo hábil”.

Sérgio Belleza, gerente da Divisão de Tratamento de Águas da Argal, avalia que existem muitos desenvolvimentos de novas tecnologias, principalmente no que tange a linha de microbicidas oxidantes. “Porém, devido a sua agressividade corrosiva, estamos trabalhando fortemente no desenvolvimento de microbicidas menos agressivos à superfície metálica, bem como aos dispersantes utilizados no tratamento preventivo. O THPS aparece como uma saída extremamente eficiente, pois se trata de um microbicida não oxidante de larga faixa de espectro, cuja relação custo e benéfico tem-se mostrado extremamente satisfatória.”

Por outro lado, Belleza afirma que, apesar da forte crise econômica mundial, está otimista com o crescimento do mercado com relação a tratamento de águas de sistemas de resfriamento e conseqüentemente com o aumento do volume de vendas da linha de microbicidas: “A Argal Química vem atuando forte no gerenciamento da qualidade da água de seus clientes, tanto industrial, como reúso e potável. Dessa forma estamos crescendo cerca de 20% ao ano e nossa linha de microbicidas possui uma parcela significativa desse crescimento”, diz, acrescentando que os setores químico, petroquímico, papeleiro, de álcool e açúcar são os que mais se destacam no consumo de microbicidas para tratamento de águas industriais e os microbicidas à base de hipoclorito de cálcio são os mais largamente utilizados para tratamento de água potável.

Em busca de novas tecnologias
Também para o gerente da área de tratamento de águas para a América Latina da Clariant, Carlos Eduardo Kurlbaum, os produtos menos agressivos ao ambiente representam a tendência do mercado ao uso de biocidas. “Embora atualmente, por razões de custo, esses produtos não tenham utilização tão difundida, esse é o futuro do segmento. O dióxido de cloro é um bom exemplo no mercado brasileiro atual, uma vez que apresenta alta eficiência na maioria das aplicações de tratamento de água, com baixo impacto ambiental. Sua utilização vem ocorrendo em praticamente todos os setores industriais, sendo seu maior benefício em sistemas sujeitos a severas contaminações orgânicas. Já é utilizado também em sistemas de fornecimento de água potável nos Estados Unidos, Europa e também no Brasil. Além de o produto ter aprovação de órgãos internacionais americanos e europeus para o tratamento de água, os subprodutos da aplicação do dióxido de cloro não apresentam inconvenientes quando comparados a outros microbiocidas oxidantes.”

“O mercado está sempre à procura de novos produtos e processos, novas tecnologias e produtos ecologicamente corretos no que concerne a tratamento de águas em geral. O futuro é a busca da biossustentabilidade e o uso e reclico de águas servidas. Para tanto, será necessária a conscientização dos usuários e consumidores finais em economizar e procurar tecnologia adequada a suas necessidades. Podemos afirmar que economia, produtos ecologicamente corretos e novas tecnologias são o futuro para o segmento de tratamento de águas, independentemente de potabilização, tratamento de resíduos líquidos e sistemas industriais”, acrescenta, por sua vez, Mauro Majerowicz, diretor comercial da Polyorganic Tecnologia.

Ele ainda revela que tem sido constatado um grande interesse das empresas e órgãos públicos em procurar novas soluções, “como por exemplo o segmento de produtos detergentes com baixos ou nenhum teor de fosfato em suas formulações com a finalidade principal de minimizar a eutrofização de rios, lagos e cursos de águas em geral. Só para citar, a Polyorganic vem desenvolvendo há três anos junto a esse mercado um produto com selo verde europeu e total isenção de fósforo para o segmento de detergentes em pó, que na maioria dos casos é descartado sem tratamento prévio e com alto conteúdo de derivados de fósforo, inclusive nas maiores cidades do País. Trata-se do Nabion 15, produto de tecnologia francesa e disponível em nossos estoques no Brasil”.

Limites
Falando exclusivamente sobre o dióxido de cloro, José Eduardo Gobbi, gerente da Divisão Purate da Eka Chemicals, avalia que “o uso do dióxido de cloro no Brasil ainda não está amplamente utilizado pelo desconhecimento por alguns órgãos dos limites dos HAA – ácidos haloacéticos para a produção de água potável para consumo humano. O HAA na legislação americana, por exemplo, é restrito ao máximo de 60 ppb, ou seja, muito mais restritivo que os THM – trihalometanos em função dos malefícios comprovados por esse subproduto à população humana. Outro item que esperamos há alguns anos é a avaliação pelos legisladores brasileiros do limite do subproduto gerado pela utilização de dióxido de cloro, que é o íon clorito. O valor adotado na atual legislação brasileira é de 0,2ppm, e que destacamos como demasiadamente conservador, pois pela atual legislação americana, por exemplo, esse valor é 1,0ppm. Assim, podemos concluir que o uso de dióxido de cloro será mais amplo quando a legislação brasileira considerar os limites de HAA – ácidos haloáceticos e do subproduto íon clorito de acordo com as mais modernas legislações mundiais que são embasadas em estudos também modernos e atuais de toxicidade. O futuro do segmento tanto para uso industrial como para uso em sistemas responsáveis para produção de água para consumo humano é amplo e promissor, pois nos diversos setores o uso correto de biocidas, desinfetantes, bactericidas e oxidantes é cada vez mais observado pelos técnicos responsáveis como prioridade e por conseqüência econômico tanto no curto como em médio e longo prazos.”

Para ele, o uso de dióxido de cloro no Brasil está crescendo principalmente em mercados onde os técnicos responsáveis procuram resolver os problemas com soluções modernas e quando os subprodutos gerados pelos produtos químicos tradicionais poderão comprometer a saúde da população. “No mundo o uso do dióxido de cloro já é consagrado em alguns países e o seu uso cresce cada vez mais, principalmente pelas exigências legais que acreditamos que também serão adotadas no Brasil em breve”.

No Brasil o dióxido de cloro se destaca no setor de tratamento de água para consumo humano, para uso industrial, reúso industrial e também para água de resfriamento em uso industrial. No mundo uma aplicação muita praticada com dióxido de cloro é para tratamento de odor e que no Brasil ainda não é utilizado.

Argal
A Argal Química possui uma linha completa de microbicidas para tratamento de águas. Trabalha tanto com microbicidas não oxidantes como com microbicidas oxidantes. Dentre eles destacam-se os não oxidantes: izotiazolinas; glutaraldeídos; quartenários de amônia; clorofenóis e THPS (tetra hidroxi metil fosfônico), e os oxidantes hipoclorito de sódio e de hipoclorito de cálcio. “Possuímos também um linha de biodispersantes que auxiliam a ação dos microbicidas, pois removem o biofilme, permitindo assim melhor eficiência na ação dos microbicidas não-oxidantes”, acentua Belleza.

“Os microbicidas por nós fabricados são utilizados principalmente para o tratamento de sistemas de resfriamento, pois tais sistemas utilizam água como fluido de troca térmica. Dessa forma, apresentam vários inconvenientes, como deposições orgânicas e inorgânicas, corrosão e, por conseqüência, perda de carga térmica, com conseqüente aumento nos custos de energia e operacionais”, afirma Belleza.

Atualmente, milhões de dólares são gastos por ano com prejuízos que tangenciam tratamentos corretivos e/ou tratamentos preventivos mal dimensionados ou gerenciados. O maior responsável, entre todos os possíveis inconvenientes, é o processo de corrosão microbiológica, gerado pela proliferação descontrolada de microorganismos. O hipoclorito de sódio e o hipoclorito de cálcio também podem ser utilizados no tratamento de afluentes, efluentes e potabilidade.

Clariant
A Clariant fabrica vários tipos de microbiocidas, desde não oxidantes, como isotiazolinonas e quaternários de amônio, até os oxidantes, como dióxido de cloro e hipoclorito de sódio. Dentre a linha de produtos da Clariant, existem microbiocidas para serem utilizados em todos os processos, ou seja, tratamento de água potável, tratamento de água industrial em contato com alimentos e/ou bebidas, tratamento de água para osmose reversa, tratamento de sistemas de resfriamento, tratamento de água para recuperação de petróleo etc. “Para cada aplicação, a Clariant possui ao menos um produto que atende aos requerimentos de utilização, seja EPA, FDA, NSF ou simplesmente sistemas industriais sujeitos a severas contaminações orgânicas”, afiança Kurlbaum.

Eka Chemicals
A Eka Chemicals disponibiliza para os diversos mercados o biocida, desinfetante, bactericida e oxidante dióxido de cloro, que é gerado pela tecnologia SVP-Pure Purate, desenvolvida e patenteada pela empresa. O Purate é uma solução que inclui clorato de sódio e peróxido de hidrogênio patenteada e produzida na Eka Chemicals do Brasil, na cidade de Jundiaí, SP. A Eka Chemicals atua há mais de 30 anos desenvolvendo tecnologias para uso e geração de dióxido de cloro. Fundamentada na experiência do SVP, que está em operação desde 1969 em várias partes do mundo, cuja maior aplicação é na indústria de celulose/papel, foi desenvolvido e patenteado o sistema de geração de dióxido de cloro, SVP-Pure / Purate, que é um sistema de pequena escala empregado principalmente no tratamento de água e de efluentes.

“O Sistema SVP-Pure Purate é uma moderna tecnologia para geração de dióxido de cloro através de processo seguro com alto rendimento e gerado no local de utilização, sem o uso de gás cloro ou de clorito de sódio. O sistema da Eka proporciona custos operacionais significativamente menores que outros processos existentes e que operam com outros químicos. Reforçamos que a Eka Chemicals é a única empresa no mundo que desenvolve tecnologia de geradores tanto para gerar dióxido de cloro no local de utilização como também desenvolve tecnologias para fabricar produtos químicos que serão utilizados para gerar dióxido de cloro”, garante Gobbi, lembrando que o dióxido de cloro é utilizado em estação de tratamento de água para consumo humano; estação de tratamento de esgotos domésticos; estação de tratamento de água para uso industrial; estação de tratamento de efluentes industriais; torres de resfriamento, águas de caldeiras e trocadores de calor; torres de tratamento de odor; processos industriais diversos e outros usos específicos.

O dióxido de cloro gerado a partir da tecnologia Purate é utilizado para: desinfecção; oxidação de matéria orgânica – redução de carbono orgânico total; oxidação de metais pesados; evitar formação de THM – trihalohalogenados; evitar formação de organoclorados; evitar a formação de HAA – ácidos haloáceticos, eliminação de fenol, de sulfeto, de ferro e de manganês; redução de cor; sabor e odor; controle de odores gerados nas unidades de tratamento; inibição de corrosão nos sistemas de condução da água; desinfecção após tratamento biológico em unidades de tratamento e outros.

A solução de dióxido de cloro gerada pela tecnologia SVP-Pure Purate é isenta de cloro e amplamente utilizada em sistemas onde a pré-oxidação, na etapa denominada erroneamente como pré-cloração, pode gerar subprodutos de outros produtos químicos que serão nocivos à saúde humana se ingeridos na água potável.

O uso de dióxido de cloro é aceito pelo legislação brasileira como também por diversos órgãos estrangeiros, diversas legislações estrangeiras e também reconhecido por diversas companhias, universidades e entidades governamentais brasileiras responsáveis pela produção de água potável para consumo humano.

Ipel
A Ipel trabalha com linha de microbicidas para o tratamento de águas para uso industrial e conta com vários produtos compostos por ativos oxidantes e não oxidantes. Para tratamento de águas de torres de resfriamento, também conta com produtos com ação algicida adicional. Seus técnicos, antes de recomendar um microbicida, analisam o sistema e verificam o grau e a origem da contaminação para depois fazer a recomendação do sistema ideal de tratamento. Entre a grade de produtos estão o Ipel BP-1035 e BP-199, baseado em quaternários, o Ipel 1054, baseado em derivados halogenados, e o Ipel BT-990, que combina derivados halogenados e isotiazolinonas. Além desses, a empresa possui produtos baseados em guanidinas e opções com bromo, cloro e hidantoínas.

“A especialidade da Ipel é o fornecimento de programas e sistemas de tratamento microbiológico para águas industriais. Nossos produtos são utilizados no tratamento de águas de resfriamento e de águas de caldeiras, em águas de injeção em poços de petróleo, e em águas de processo para a fabricação dos mais variados produtos. Outras aplicações incluem sanitização de sistemas de troca iônica ou osmose reversa. Não trabalhamos com tratamento de água potável para consumo e também no tratamento de piscinas. A Ipel atua em praticamente todos os segmentos industriais. Somos líderes em alguns deles, como no mercado de tintas e formulações de revestimento, no segmento de produtos para trabalhos em metais, e temos presença importante em todos os outros segmentos”, destacam Leite e Caritá Júnior.

GE
A GE Water & Process Technology fornece soluções aos clientes.”Nós temos toda uma gama de produtos químicos para atuar como biocidas, para inativar ou destruir microorganismos vivos na água, incluindo bactericidas (atuam em bactérias plantônicas dispersas na água circulante, são antibióticos), algicidas (algas), fungicidas (fungos, mofos, leveduras, entre outros), slimecida (lama de bactérias sésseis com bioflocos (junto com algas e fungos também) e sais inorgânicos aderidos à superfícies (chamados de biofilme ou slime), caramugicidas etc. Temos uma grande variedade de ativos, como cloro (em várias formas), bromo, amônia quaternária, glutaraldeído, isotiazolina, peróxidos (commodity onde não atuamos pelo elevado risco operacional), produtos mistos com esses ativos, bactericidas especiais, ácidos e sais diversos adicionados a outros ativos, destinados a sistemas de abastecimento de água, sistemas de resfriamentos fechados e abertos, efluentes, extração de petróleo, processo de açúcar e álcool, biodiesel. Cada produto é específico para certas condições físico-químicas, como pH, temperatura, tempo de residência, tipos dos metais dos equipamentos (cuidados com a corrosão), criticidades operacionais, leis de EHS dos clientes, órgãos ambientais (leis), incompatibilidade com outros produtos dosados para o controle da corrosão e incrustação, tipos de contaminantes na água, contato humano (segurança), tipos de ativos, tipo de flora existente e oscilações das contaminações”, afirma Alexandre Moreira, regional product applications leader Latin America da GE Water & Process Technologies.

No tocante aos segmentos que mais buscam essas soluções, o executivo da GE destaca as indústrias petroquímicas, químicas e de alimentos, que são tipos de processos nutrientes de bactérias e sujeitos a contaminações mais frequentes, mas que todas as demais empresas necessitam de controle. “Só muda a pegada na supervisão, controle e forma de rastreamento mensal (reuniões, relatórios)”.

Polyorganic
A Polyorganic Tecnologia está no mercado há 15 anos, tendo uma linha completa de produtos biocidas, algicidas e fungicidas e vasta gama de produtos utilizados em tratamento de água industrial, como aminas quaternárias; izotiazolonas e suas mesclas; carbamatos; glutaraldeído; benzoisotiazolonas; percarbonato de sódio; THPS 75% (sulfato de tetrakishidroximetil fosfônico - produto ecologicamente correto e biodegradável. “Nossos produtos podem ser utilizados em sistemas de tratamento de água de torres, caldeiras e efluentes e como trabalhamos com princípios ativos básicos temos como foco principal as empresas formuladoras e de assistência técnica espalhadas por todo o País”, diz Majerowicz.

Os biocidas são moléculas tóxicas, entretanto muitos biocidas perdem sua função pelo processo chamado de biodegradação, que pode ser via pH, luz solar, catálises via ação de microrganismos, tempo de residência, temperatura etc. Existem os biocidas oxidantes (halogênios inorgânicos, como cloro e o bromo) e outros não oxidantes. Os oxidantes têm como características principais serem eficazes sobre os organismos planctônicos; têm pouco poder de penetração em biofilme/slime, ou seja, não penetram no polímero formado por bactérias sésseis; em baixas concentrações não funcionam bem, nem removem nem eliminam nem controlam uma proliferação, por isso sua dosagem tem de ser flexível/dia, dosar o que a demanda orgânica precisa/dia e não dosagens fixas (as commodities derivadas de cloro oscilam muito em seu percentual ativo/fornecimento) e em altas concentrações são corrosivos aos metais e podem destruir dispersantes de incrustação e inibidores de corrosão (seu monitoramento diário tem de ser com reagentes e instrumentos calibrados rotineiramente). Já os não oxidantes (são seletivos) atuam muitíssimo melhor com a dosagem de biodispersantes que ajudarão o ativo deste produto penetrar no biofilme e matar as bactérias por lá instaladas (eles rompem o slime e liberam os microrganismos que deverão ser eliminados pela ação conjunta com o biocida oxidante). Cada tipo de biocida tem um poder diferente de ação (se dosados adequadamente), como: os bactericidas pode reduzir até 98%; os levementes bactericidas reduzem de 50% a 98% a flora; os bacteriostáticos podem reduzir de 10,1% a 49,9% da flora; e os inefetivos, quando sua atuação é inferior a 10%.

 
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