A Peróxidos do Brasil, empresa do Grupo Solvay (70%) e da Produtos Químicos Makay (30%), localizada em Curitiba, no Paraná, está investindo US$ 30 milhões em uma nova expansão de capacidade produtiva e sairá das atuais 120 mil toneladas para 165 mil toneladas anuais. “Isso representa um crescimento extraordinário, visto que a fábrica foi construída em 1988, com capacidade instalada de 11 mil toneladas anuais. Dessa vez, estamos englobando modificações importantes no processo de síntese, na infra-estrutura de utilidades e nos sistemas logísticos, ou seja, estamos atuando no coração e nos periféricos da unidade”, revela Roberto Nascimento (foto), diretor comercial Brasil da empresa.
De acordo com ele, a empresa confia plenamente no crescimento econômico do Brasil e da América do Sul e para tanto tem uma visão diferenciada dos negócios. “Muito mais que os concorrentes, a Peróxidos do Brasil procura uma grande diversificação de aplicações e investe constantemente em recursos técnicos e comerciais para o desenvolvimento do mercado.
Além de aumentar a capacidade para fornecer aos principais clientes do segmento de celulose e papel, que usam o produto para branqueamento de celulose e respondem por cerca de 45% das receitas, a empresa está de olho em outros mercados, por exemplo o tratamento de águas, que aponta para o futuro”, avalia.
Por outro lado, Nascimento acentua que a empresa ainda tem perspectivas de crescimento em outros segmentos: “A legislação nesse sentido está se desenvolvendo no Brasil e em toda a América do Sul e há cada vez mais um entendimento de que o reúso de água é uma saída inteligente. Outro mercado promissor é o de mineração. Nesse caso, o peróxido transforma produtos contaminantes usados na extração de metais em compostos inofensivos.”
Food grade
Para o executivo, o investimento é uma prova de que a empresa acredita no crescimento do mercado local. “O nosso exemplo pode espelhar claramente as perspectivas para os próximos anos, posto que saímos de uma unidade de 11 mil toneladas, 20 anos atrás, para uma capacidade de 165 mil toneladas no próximo ano. É uma consistente taxa de crescimento, aliada à qualidade, visto que somos um dos poucos fornecedores locais a disponibilizar as especificações food grade devidamente aprovadas pela legislação brasileira, possuímos um produto oxidante enérgico cuja concentração média tem o poder de gerar até 200 o seu volume em oxigênio e, após a decomposição, não gera nenhum subproduto nocivo ao ser humano”, expõe Nascimento.
A ampliação deverá estar em funcionamento já no início do segundo trimestre de 2009 e não trará apenas mais peróxido de hidrogênio ao mercado: “Investimentos dessa monta exigem planejamento adequado, seja para o sucesso do empreendimento seja para a continuidade e garantia dos fornecimentos. Dentro desses aspectos, a partida da nova capacidade está marcada e será realizada já na segunda quinzena de abril de 2009”, adianta, reforçando: “Juntamente com a produção de peróxido de hidrogênio produzimos o ácido peracético, o mais potente produto destinado aos sistemas de desinfecção e esterilização, que também passará por investimentos de ajuste de capacidade operacional.” |