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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
 
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:: Edição 11 - Editorial
 
Crise... Que crise?!?!
 

A um passo de entrar em 2009, nossos olhos se voltam para as possíveis conseqüências que a crise imobiliária americana ainda pode trazer para a economia mundial e seus reflexos no Brasil. Isso porque, mesmo com o otimismo de nosso governo, que aposta que o País sofrerá poucos revezes, já pipocam ações preventivas nas empresas, como contenção de despesas, suspensão momentânea de investimentos, parada na área produtiva, entre outras.

Em contrapartida, o Ano Internacional do Saneamento apresentou algumas boas notícias em território nacional, como o crescimento das ações visando aumentar o acesso da população à rede coletora de esgotos, bem como o aumento da preocupação com o tratamento desses efluentes antes de serem descartados em corpos d'água. Exemplos disso são o Rio de Janeiro e o Amazonas, dois estados que parecem ter acordado para a necessidade de manter a população longe dos esgotos, depois de longo tempo sem investimentos na área, conforme podemos conferir na pesquisa do Instituto Trata Brasil.

Também as necessidades de água para uso industrial não deixaram nem vão deixar de existir face à crise, especialmente em setores cruciais para nossa economia, como o de petróleo e gás, sucroalcooleiro e de papel e celulose. Por isso, os empresários que atuam com fornecimento de sistemas de osmose reversa têm motivos para continuar sorrindo.

Da mesma forma, esperamos que, no próximo ano, mesmo com os percalços da economia global, os investimentos em qualidade de vida para a população continuem sendo praticados, até para reduzir os gastos em outras áreas, como a saúde, já que a falta de água tratada e saneamento têm os seus primeiros efeitos registrados sempre no atendimento médico-hospitalar da população mais carente.

Esperamos que o comandante-mor da nação tenha razão e essa crise passe reto pelo Brasil ou apenas resvale em nosso território, para que o nosso crescimento econômico, já tão modesto em vista de outros países de nosso atual bloco econômico, o BRIC, não fique ainda menor. Oxalá possamos deixar de ser o país do futuro e assumirmos a postura de fazer as coisas acontecerem agora, no presente. Mãos à obra, Brasil!

Boa leitura e boas festas!

 
Cynthia Luz
 
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