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| :: Edição 11 - Eventos |
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| Fórum de Águas das Américas lança propostas ao fórum mundial |
A visão pan-americana sobre os desafios que envolvem o tema água é a melhor definição para a Mensagem de Foz do Iguaçu, documento lançado no dia 25 de novembro, no Paraná, durante o encerramento do Fórum de Águas das Américas. O evento contou com a participação de 250 pessoas de 37 países da América do Sul, do Norte, Central, Caribe e convidados de outros continentes. O fórum visa a diagnosticar a política e a gestão da água na América e propor políticas adequadas para enfrentar os desafios globais relacionados à água, entre os quais as mudanças climáticas e o crescimento da população mundial. Após um debate democrático, 11 idéias foram escolhidas para compor a Mensagem de Foz do Iguaçu. Há desde temas que abrangem todo o continente americano (saneamento básico, por exemplo) até propostas que contemplam uma região específica, como é o caso do manejo das águas das pequenas ilhas do Caribe. A Mensagem será enviada para o Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em março de 2009, em Istambul, Turquia.
Segundo Benedito Braga, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) e vice-presidente do Conselho Mundial da Água, o Fórum de Águas das Américas foi positivo para o continente. "Muitos eventos sub-regionais geraram debates. No fórum conseguimos um grande entendimento em torno da Mensagem de Foz do Iguaçu". Braga também afirmou que o Brasil tem a perspectiva de uma grande participação no Fórum Mundial da Água.
Problemas brasileiros
Para resolver seus principais problemas em relação aos recursos hídricos, o Brasil precisa universalizar o acesso ao saneamento básico e à distribuição de água. Mas para isso o País teria que investir R$ 200 bilhões nos próximos dez anos, segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, que participou do Fórum de Águas das Américas. "O problema é saber de onde sairia esse dinheiro", disse Machado. Segundo ele, com esse investimento, ao final de dez anos todas as casas teriam água tratada, seriam ligadas à rede de esgoto e esse esgoto também seria tratado.
O presidente da ANA acredita que a gestão das águas deva ser uma prioridade de Estado e não uma questão político-partidária. Além disso, acha que cada Estado deveria ter um órgão regulador dos recursos hídricos, para garantir o fornecimento e a qualidade da água. "O principal papel da ANA é induzir a boa gestão da água", afirmou. Machado vê a transposição do Rio São Francisco como uma grande ajuda ao sertão nordestino, principalmente para os quatro Estados mais ao norte. "A água do São Francisco vai irrigar aquela região e alimentar os pequenos rios intermitentes. Esses rios passarão a ser perenes e a fornecer água constantemente à região." |
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| Cultivando Água Boa se transformou em movimento |
O 5º Encontro Cultivando Água Boa, que se encerrou nesta terça-feira em Foz do Iguaçu, alcançou a participação recorde de 3.600 pessoas, das quais boa parte participou das discussões realizadas nas dez oficinas temáticas do evento. O evento possibilitou a avaliação dos projetos abrigados no programa, além de estabelecer novas metas e compromissos a serem cumpridos no próximo ano. Na opinião do diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu, Nelton Friedrich, o envolvimento das comunidades da Bacia do Paraná 3 no programa vem transformando a iniciativa em um verdadeiro movimento.
"Conseguimos algo muito importante, que é reunir quantidade e qualidade. Porque, além de alcançar grande número de inscritos, tivemos muita qualidade nas intervenções, sugestões e avaliações, e também na participação de palestrantes de alto nível. Tudo isso é de uma riqueza muito grande, um movimento que atinge as comunidades e envolve as pessoas, que sentem pertencer a esse processo", afirmou.
O diretor lembrou que, além dos resultados qualitativos, o Cultivando Água Boa apresentou muitos resultados mensuráveis, como 507 quilômetros de cercas de proteção da mata ciliar implantadas, 350 quilômetros de estradas readequadas, 187 famílias praticando agricultura orgânica e mais de 10 mil pessoas envolvidas em ações de educação ambiental. "Tudo isso nos dá a certeza do quanto nós estamos no caminho certo", disse.
Outro ponto destacado pelo diretor é que, pela primeira vez, o Cultivando Água Boa aconteceu simultaneamente a um evento internacional, do qual participaram representantes dos 37 países das Américas, o Fórum de Água das Américas.
Para o diretor-geral brasileiro, Jorge Samek (foto), a escolha de Foz para sediar esse evento se deu exatamente pela consistência dos programas de cuidado com os recursos hídricos que estão em prática na região. "Os resultados são muito bons e mostram que é possível compatibilizar esse grande binômio que todo mundo cobra, que é gerar empregos, gerar renda, mas ao mesmo tempo preservar o meio ambiente", afirmou. "Hoje nós não somos mais modelo apenas aqui para a região do Oeste do Paraná ou para o País. São 37 países vindo aqui trabalhar e compartilhar da nossa experiência, o que nos deixa muito felizes", concluiu. |
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| Fimai supera expectativa de público |
A X Fimai / Simai – Feira e Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade, encerrada no último dia 14 de novembro, na capital paulista, recebeu, cerca de 36 mil visitantes, 400 expositores (nacionais e internacionais) e gerou acordos e negócios futuros na ordem de R$ 700 milhões. “Ultrapassamos todas as nossas expectativas referentes a número de expositores, visitantes e de negociações”, comemora Julio Tocalino Neto, idealizador e diretor do evento.
Atualmente, o Brasil é uma grande potência econômica que ocupa o 10º lugar em termos de PIB, atingindo sua estabilidade financeira. Com essa situação, entra para o clube dos países mais respeitados e atraentes para investimentos estrangeiros e tornou-se um dos países prioritários para oportunidades de negócios e parceiro estratégico para o incremento do intercâmbio comercial. “Esse é um dos melhores momentos para o Brasil no sentido de investimentos na área ambiental. Um exemplo desse cenário positivo são os diferentes países que participaram da feira e dos seminários, mostrando o que há de mais moderno e inovador na área”, ressaltou Tocalino Neto.
Participaram desta edição da feira a AHK - Câmara de Comércio e Indústria Brasil - Alemanha; o Consulado da Áustria; o UK Trade & Investment – Brazil / British Consulate - General, São Paulo; a Embaixada da França no Brasil – Missão Econômica de São Paulo; o Instituto Italiano para o Comércio Exterior - ICE; a Jetro – Japan External Trade Organization; o U.S. Commercial Service - Serviço Comercial dos Estados Unidos no Brasil; além de delegações da Finlândia; Argentina; Dinamarca; Espanha; Israel e Suécia.
O objetivo foi promover os interesses de suas empresas no mercado de desenvolvimento sustentável e reciclagem com investidores e parceiros de negócios brasileiros, interessados na troca de acordos de colaboração comercial, industrial e tecnológica. Segundo Diego Tomassini, manager program no Brasil do Ministério Italiano do Meio Ambiente, ”os acordos sempre estiveram na pauta de prioridades, havendo promissoras relações comerciais a serem exploradas ao longo dos próximos anos para a dinâmica do mercado ambiental entre Itália e Brasil“. Já de acordo com a Embaixada da França no Brasil - Missão Econômica de São Paulo, o País é um parceiro estratégico e comercial de primeiro plano para a França. Nos estandes montados numa área de 16 mil metros quadrados, expositores de diversos segmentos mostraram ao público as novidades do setor, todas elas atendendo à principal premissa da feira: o compromisso das ações corporativas com a preservação ambiental.
Entre as tecnologias apresentadas estão as tintas, vernizes, colas, graxas e vedantes ecológicos; equipamentos e soluções para o tratamento e reúso de água, esgoto e efluentes ambientais; esferas plásticas para a redução de consumo de energia e de poluição; análises químicas ambientais; máquinas e equipamentos hidráulicos pneumáticos; licenciamento ambiental; auditorias; biotecnologia aplicada ao meio ambiente; coleta, transporte, descontaminação e destino final de lâmpadas com vapor de mercúrio; certificadoras; emergências ambientais; recuperação de óleos, remoção de lodo de tanques e lagoas; incineração e destinação final de resíduos tóxicos e perigosos; veículos aéreos não tripulados com múltiplas aplicações no setor ambiental, incluindo avaliações de impacto, entre outros.
Os lançamentos da feira também reafirmaram a posição da Fimai de interlocutora para promover discussões e ações proativas: a Cartilha de Meio Ambiente do CRQ – Conselho Regional de Química, o livro - “Reciclagem: Ontem, Hoje e Sempre”; e a reunião da Rede Nacional de Inventário sobre emissões de gases de efeito estufa dos setores de resíduos sólidos e efluentes, organizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, com o apoio técnico da Cetesb.
Paralelamente à feira, ocorreram dois seminários: o X Simai – Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade, que apresentou inovações tecnológicas aliadas às diretrizes de sustentabilidade, social, econômica e ambiental; e o IV Seminário de Resíduos Recicle, que abordou temas como a logística reversa, a contribuição das cooperativas de catadores e o papel do governo.
Reafirmando seu compromisso com o ambiente, a feira promoveu, em parceria com o BCB – Brazilian Carbon Bureau e a Tropical Flora, a compensação das emissões de gases de efeito estufa gerados durante o evento. Todas as atividades, incluindo transporte de participantes, geração de energia, produção de resíduos, entre outras, foram adequadamente compensadas por meio do plantio de árvores. Além disso, os visitantes da feira puderam fazer o cálculo das emissões de dióxido de carbono de suas atividades diárias e orientações de como compensá-las, além de receberem mudas de árvores, da espécie Guanandi, fornecidas pela Tropical Flora Reflorestamento.
A próxima edição do evento já está marcada para 2009, e ocorrerá nos dias 4, 5 e 6 de novembro, no Pavilhão Azul, do Expo Center Norte. |
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| GE Fanuc promove fórum de tecnologia e produção colaborativa |
A GE Fanuc Intelligent Platforms, uma unidade da GE Enterprise Solutions, realizou em 13 de novembro, no espaço de eventos Villa Noah, em São Paulo, o Fórum de Tecnologia e Produção Colaborativa, voltado a profissionais de TI, produção, manutenção, engenharia, qualidade, finanças e diretoria industrial. O principal objetivo do evento foi abordar assuntos relacionados ao planejamento de investimentos em tecnologias e seus resultados, agilidade e flexibilidade nas operações, controle de custos, informações de chão de fábrica em tempo real com auxílio de decisões estratégicas competitivas, integração e colaboração de todos os níveis para obtenção de resultados.
Durante o evento, foram apresentados cases pela Sadia, Mineração Mirabela, Aché, Sabesp, Nova América, Usina Santa Terezinha, Eurofarma, AmBev, entre outros.
A Sabesp apresentou o case de administração de informações da unidade de Negócios Pardo e Grande. “Com apenas seis meses de implementação, o sistema já conseguiu alguns números representativos, como a economia de 120 horas de trabalho do analista a cada trimestre”, acentua o gerente de vendas da GE Fanuc, Paulo Pironti.
Além disso, dobrou a capacidade objetiva de operação remota, reduziu o volume de papel e melhorou a confiabilidade do sistema. “Os relatórios emitidos pelo sistema de gerenciamento permitem soluções mais rápidas dos problemas e auxiliam até no atendimento ao usuário”, afirma, por sua vez, Francisco Tosi, da Sabesp. |
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| Sumário |
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