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Brasil, 5 de Fevereiro de 2012
 
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:: Edição 11 - Gestão da água na indústria de vidro
 
Programa da Saint-Gobain Sekurit conquista Prêmio AutoData
 

Gestão das águas foi primordial para a conquista da premiação, tradicional no setor automobilístico do País.

 

A Saint-Gobain Sekurit, fabricante de vidros para a indústria automobilística, com sede em Mauá, SP, conquistou o Prêmio AutoData de Responsabilidade Ambiental, anunciado no último dia 26 de novembro. A distinção reconheceu o êxito do programa de gestão de águas em suas unidades industriais, que proporcionou economia de 2 milhões de litros por ano em suas unidades industriais.

De acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas), que estabelece a média diária de 110 litros para consumo e higiene individual, a economia da Saint-Gobain Sekurit permitiria atender às necessidades de uma família de quatro pessoas ao longo de 12 anos ou abasteceria, por um dia, uma cidade com 18 mil habitantes.

Manuel Corrêa, diretor-geral da empresa, diz que a conquista do Prêmio Autodata, que distinguiu as melhores empresas do setor automobilístico em 18 diferentes categorias, é resultado de um programa que faz parte da estratégia mundial da corporação para reduzir os impactos ambientais em suas unidades produtivas mediante investimentos, instalação de equipamentos e envolvimento dos empregados.

Oswaldo Malheiros, engenheiro chefe de EHS (Environmental, Health & Safety) da empresa, ressalta que esse programa de redução de custos e melhoria dos processos, iniciado em 2005, foi muito além da instalação de máquinas, equipamentos e melhoria de estrutura, com ampliação das estações de tratamento de água e reúso, além da adoção de hidrômetros para melhorar o controle: “Buscamos reduzir vazamentos, melhorar nossos processos industriais, implantamos um sistema de captação de água da chuva, além de promover programas de treinamento e conscientização sobre a importância da preservação da água não só entre os colaboradores, mas também entre suas famílias e a comunidade”, relata.

Corrêa complementa salientando que o ponto de partida foi a conscientização dos funcionários. Entre as ações tomadas pela empresa estão a promoção de semanas internas de divulgação, programas de treinamento e conscientização e gincanas : "O que mais nos entusiasmou foi o fato de que os benefícios gerados pelo apoio dos empregados foram estendidos para as suas próprias casas e comunidades."

Corrêa ainda acrescenta que os resultados foram excepcionais e que o programa teve, como aspecto mais gratificante, a formação de cultura voltada para a gestão e o comprometimento ambiental.

Sistema fechado
Com investimentos de R$ 1 milhão até o primeiro semestre deste ano, o programa já instalou duas estações para tratamento da água efluente dos processos de conformação do vidro – laminados e temperados – e adaptou a estrutura para armazenar a água da chuva. “A lapidação dos vidros é feita com água que, antes do programa, era levada para tratamento externo e posterior descarte. Agora, existem dois tanques, um para linha de laminados e outro para a de temperados, para os quais vai a água depois do processo. Lá são adicionados produtos químicos para decantação. Depois disso, a água passa por filtros manga e segue para reúso. É um sistema fechado, no qual conseguimos recuperar mais de 90% do recurso mineral”, especifica Malheiros.

Simultaneamente, a empresa desenvolveu o programa de reciclagem de vidros e de resíduos perigosos (lâmpadas, óleo diesel, lixo tecnológico e tintas industriais, entre outros), anteriormente destinados a aterros sanitários.

A empresa também incluiu ao programa a redução de fontes de geração de resíduos, com o aperfeiçoamento dos processos de corte de vidros e utilização de polivinil butiral (plástico PVB), que atingiu 99% de reciclagem de todos esses materiais. “Os resíduos de vidro são encaminhados ou para reprocessamento interno ou para nossas unidades de São Vicente e Jacareí, onde são reciclados”, completa o chefe de EHS.

Já em relação ao aproveitamento da água da chuva, Malheiros relata que a fábrica de Mauá tem 80 mil metros quadrados de telhado que foram interligados a um sistema de captação que conta com calhas especiais para esse fim. Depois de captada, a água vai a estações elevatórias, passa por filtragem e tanques de tratamento, sendo posteriormente usada para fins não potáveis. “Nossa caixa de água é bipartida e metade dela é abastecida com água captada em poço e a outra metade com água da chuva”, acentua, lembrando ainda que a preocupação de todo o Grupo Saint-Gobain é de não apenas oferecer produtos de qualidade, líderes em tecnologia, mas também ajudar na preservação dos recursos ambientais, protegendo a natureza e o homem.

 
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