Agrometeorologia
Balanço hídrico climático
O balanço hídrico é uma maneira de monitorar o armazenamento de água no solo. O balanço hídrico climatológico é calculado pelo método de THORNTHWAITE & MATHER (1955) com uma capacidade de água disponível no solo (CAD) de 100 mm e com a evapotranspiração potencial (ET0) sendo estimada pelo método de THORNTHWAITE (1948). Os valores de temperatura e precipitação foram obtidos pelas normais climatológicas compreendidas em intervalos de 30 anos na localidade de interesse.
Balanço Hídrico por Cultura
É o cálculo do balanço hídrico diário do solo considerando a evapotranspiração potencial da cultura selecionada (ETc). Os solos foram aqui resumidos em cinco classes que abrangem a maioria dos solos brasileiros. Escolhendo o tipo de solo, o usuário estará determinando qual a capacidade máxima de água que o solo pode reter, denominado Capacidade de Campo (CAD). O cálculo do balanço hídrico tem início na data de plantio com a umidade inicial do solo igual a CAD. Com a perda de água para a atmosfera através da evapotranspiração, o solo reduz sua disponibilidade de água para a planta e o volume que falta para atingir a CAD é denominado de “Deficiência Hídrica do Solo”. Quando a quantidade de chuva é maior do que a suficiente para repor a deficiência hídrica, a água não consegue mais infiltrar no solo e escoa superficialmente. Esse volume é denominado “Excedente Hídrico do Solo”.
Balanço Seqüencial
É o cálculo do balanço hídrico seqüencial diário segundo o método de THORNTHWAITE & MATHER (1955). nessa condição, a evapotranspiração usada é a potencial de referência (ET0).
Boletim Agroclimatológico
São mapas do Brasil com informações meteorológicas que auxiliam o produtor rural na tomada de decisão. Esses mapas podem conter valores absolutos ou resultantes do balanço hídrico ou de parâmetros estatísticos e são selecionados pelo usuário no período de interesse.
Estimativa de Produtividade
É um valor teórico de produção para cultura na região selecionada. Esse valor é obtido a partir da penalização da produção de biomassa com base em fatores climáticos e data de plantio.
Risco Climático de Doenças
É o risco de ocorrência de doenças para uma cultura em uma localidade selecionada. Depende da data de plantio e das condições climáticas.
Pecuária
Índice de Conforto Térmico
A sensação térmica do animal é influenciada, entre outros fatores, pelo vento e pela umidade. Mensalmente é apresentado um mapa do Brasil indicando regiões de (des)conforto térmico que leva o animal a condições de estresse.
Perda na Produção Leiteira
A cada mês é apresentado um mapa do Brasil com o potencial de perda de produção leiteira em função das condições climáticas. Essa perda é expressa em porcentagem e varia com a produtividade média do rebanho.
Temperatura da Superfície do Mar
Satélite - TSM
Análise numérica por Interpolação Ótima da Temperatura da Superfície do Mar, produzido mensalmente pela NOAA, numa grade de 1 grau. A análise utiliza dados de observação mais dados satelitais de TSM e TSM simulado com dados de cobertura de gelo do mar. Os gráficos referem-se à média mensal da TSM e sua anomalia com relação à análise climatológica.
Anim. Satélite
Animações de imagens de satélites 1: O Instituto de Cooperação para Pesquisa da Atmosfera (CIRA) da Universidade do Estado do Colorado - EUA, mantém diversos produtos para animações de imagens de satélites para várias regiões do globo.
Satélite GOES 12
O CPTEC/INPE disponibiliza estimativas de variáveis meteorológicas, úteis no Monitoramento e Previsão do Tempo, tais como chuva, nevoeiro, nuvens e ventos.
Radares Meteorológicos
Os radares meteorológicos são equipamentos para observação de nuvens, ventos e hidrometeoros, como água, neve e granizo. Possibilitam também, a estimativa da taxa de chuva que precipita em dado local e período. Os dados aqui visualizados são mantidos e disponibilizados pelo Comando da Aeronáutica, pelo SIMEPAR e pelo IPMET/UNESP e FUNCEME.
Descarga Elétrica
Descargas elétricas: produto apresentado pelo portal do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE, o qual disponibiliza resultados das observações coletadas por sensores para detecção de descargas elétricas, instalados em diversos pontos do Brasil.
Previsão Climática
IRI: o International Research Institute for Climate Prediction é um importante centro para pesquisa do clima e deste muitos anos coopera com instituições no Brasil e em particular com o INMET. O produto apresentado é mantido pelo IRI e provê um consenso sobre previsão do clima para várias regiões do mundo, com base em previsões dinâmicas e estatísticas realizadas em conjunto com os mais importantes centros de previsão do mundo.
CPC
O Centro de Previsão Climática é o órgão do Serviço Meteorológico Americano e seus produtos são previsões operacionais da variabilidade climática, monitoramento real do clima e estudos sobre origens das principais anomalias climáticas. A análise gradeada da precipitação é um produto desenvolvido em parceria com o INMET e possibilita uma visualização espacial da chuva acumulada em vinte quatro horas no Brasil e América do Sul. Este produto é mantido e atualizado diariamente pelo CPC.
Queimadas
Parâmetros Meteorológicos: os fatores climáticos possuem alta correlação com a presença de queimadas no Brasil e coincidem com o período de estiagem (maio a setembro). Desta forma, os parâmetros meteorológicos como temperatura do ar, temperatura do solo, umidade relativa, precipitação e coberturas de nuvens, são considerados variáveis importantes na identificação de áreas com potencial de serem queimadas. A análise destes parâmetros é feita diariamente, de 6 em 6 horas (06, 12, 18, 24, 30, 36, 42, 48, 54, 60, 66, 72, 78) após a inicialização do Modelo Brasileiro de Alta Resolução - MBAR, que ocorre as 00 e 12 UTC. Para acessar as informações de cada parâmetro meteorológico escolha um horário de validade de previsão.
Mapas de Focos de Calor
Os mapas de Focos de Calor, fornecem uma visualização dos possíveis pontos de queimadas sobre o Brasil e parte da América do Sul, identificados pelos satélites NOAA. Esses pontos representam os pixels, que foram identificados pelo sistema de monitoramento de queimadas, com temperaturas de brilho superiores ou iguais a 320 K. Os valores de temperatura são derivados dos dados do canal 3 do radiômetro AVHRR (Advanced Very High Resolution Radiometer), um sensor a bordo dos satélites de órbita polar (série NOAA)
Risco de Queimadas
O Sistema de Risco de Queimadas foi desenvolvido para dar subsídios à "Campanha do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, para a Prática das Queimadas na Agricultura", lançada pelo Presidente da República, em 07 de junho de 2000. Este sistema tem como objetivo monitorar os pontos que apresentem risco de serem queimadas, obtidas a partir da integração de parâmetros meteorológicos (temperatura do ar, temperatura do solo, umidade relativa, precipitação e cobertura de nuvens) e produtos derivados de imagens de satélites meteorológicos.
MBAR - Mapas de Tendência
Temperatura do ar em superfície: é a subtração entre o campo de temperatura do ar em superfície em um dado horário e o campo 24 horas antes. Valores positivos indicam aumento de temperatura do ar em 24 horas. Por exemplo, diminuição considerável de temperatura do ar sugere que o modelo está prevendo a entrada de uma massa de ar frio sobre a região, enquanto que elevado aumento de temperatura do ar indica incursão de uma massa de ar quente sobre a região.
Temperatura do ar em 850hPa
É a subtração entre o campo de temperatura do ar no nível de pressão de 850hPa (aproximadamente 1500 metros de altitude acima do nível do mar) em um dado horário e o campo 24 horas antes. Valores positivos indicam aumento de temperatura do ar em 850 hPa em 24 horas. Este campo representa a variação de temperatura na camada de ar próxima a superfície.
Altura Geopotencial em 500hPa
A altura geopotencial para o nível de pressão de 500 hPa. Por definição geopotencial em qualquer ponto da atmosfera é o trabalho realizado para elevar uma massa de ar de 1 kg do nível médio do mar até aquele ponto. A partir desta grandeza deriva-se a altura geopotencial, que é medida em metro geopotencial (mgp), onde divide-se o geopotencial pelo valor médio da aceleração da gravidade no nível médio do mar (9,80665 m/s2). Assim, pode-se determinar a altura dos níveis de pressão atmosférica num dado local, tendo como referência o nível médio do mar e não a elevação do local.
Fisicamente, a altura geopotencial é o trabalho requerido para levantar uma unidade de massa do nível médio do mar até um dado nível de pressão. Ela representa a altitude acima do nível do mar em que está um determinado nível de pressão, embora não seja exatamente a altitude verdadeira medida em metros. Esta grandeza é útil porque um dado nível de pressão não é paralelo a superfície terrestre, e estas variações de altitude do nível de pressão indicam algumas mudanças nas condições meteorológicas. Valores altos de geopotencial indicam alta temperatura na camada até a superfície.
Omega em 500hPa
A variável meteorológica omega representa a velocidade vertical do vento em coordenada de pressão (hPa/s). A componente vertical do vento é usualmente 1000 vezes menor que a componente horizontal. A velocidade vertical do vento em hPa/s (omega) é negativa para movimento ascendente do ar e positiva para movimento descendente, ou seja, no campo omega os valores negativos representam ar subindo e os positivos, ar descendo. As regiões de movimento ascendente estão sempre associadas a instabilidade atmosférica, ou seja, áreas favoráveis ao desenvolvimento de nuvens.
Geopotencial em 500hPa
É a subtração entre o campo de altura geopotencial no nível de pressão de 500 hPa (aproximadamente 5800 metros de altitude acima do nível médio do mar) em um dado horário e o campo 24 horas antes. Valores positivos indicam aumento de geopotencial em 24 horas. Este campo representa a propagação dos sistemas meteorológicos em níveis médios da troposfera, prevista pelo modelo. Valores negativos indicam aproximação de sistemas frontais, enquanto que valores positivos indicam a aproximação de centros de alta pressão, que se caracterizam por inibirem a formação de nuvens. Este campo é relevante para a previsão de tempo nas regiões extratropicais.
Pressão ao nível médio do mar
É a subtração entre o campo de pressão reduzido ao nível médio do mar em um dado horário e o campo 24 horas antes. Valores positivos indicam aumento da pressão atmosférica em 24 horas. Este campo representa o deslocamento dos centros de alta e baixa pressão ao nível médio do mar, previsto pelo modelo. Diminuição de pressão (aproximação de um centro de baixa pressão) pode indicar condições favoráveis ao aumento da instabilidade na atmosfera, o que favorece a formação de nuvens, enquanto que aumento de pressão (aproximação de um centro de alta pressão) desfavorece a formação de nuvens de chuva. Este campo é relevante para a previsão de tempo nas regiões extratropicais.
MBAR - Mapas Especiais
Omega em 500hPa
A variável meteorológica omega representa a velocidade vertical do vento em coordenada de pressão (hPa/s). A componente vertical do vento é usualmente 1000 vezes menor que a componente horizontal. A velocidade vertical do vento em hPa/s (omega) é negativa para movimento ascendente do ar e positiva para movimento descendente, ou seja, no campo omega os valores negativos representam ar subindo e os positivos, ar descendo. As regiões de movimento ascendente estão sempre associadas a instabilidade atmosférica, ou seja, áreas favoráveis ao desenvolvimento de nuvens.
Umidade Relativa à 2m
É a razão entre a razão de mistura existente no ar, a uma dada temperatura e pressão, e a razão de mistura necessária para que ocorra a saturação, nas mesmas condições de temperatura e pressão. A umidade relativa é expressa em porcentagem, assim 100% de umidade relativa do ar significa dizer que o ar está saturado, o que favorece a ocorrência de chuva. A umidade relativa do ar à 2m 850hPa representa a quantidade de umidade em toda a camada de ar próxima a superfície. Este parâmetro é importante para a determinação da instabilidade na atmosfera, auxiliando na previsão de tempestades.
Cisalhamento Vertical do Vento entre 250hPa E 500hPa
O cisalhamento vertical do vento entre 250hPa e 500hPa é calculado pela diferença entre o vento horizontal em 250hPa e 500hPa. Esta grandeza é muito importante na determinação de tipos de tempestade e no potencial da severidade da tempestade. Tempestades que ocorrem em cisalhamento vertical fraco não costumam durar muito tempo, enquanto que tempestades com valores altos de cizalhamento em altos níveis podem ser mais severas e ter uma duração maior.
Cisalhamento Vertical do Vento entre 700hPa E 950hPa
O cisalhamento vertical do vento entre 700 hPa e 950 hPa é calculado pela diferença entre o vento horizontal em 700 hPa e 950 hPa, representando a variação dos ventos em baixos níveis da atmosfera. Tanto a mudança da velocidade do vento, como a mudança da direcão do vento com a altura são bons indicativos de tempestade severa. Valores altos de cisalhamento em baixos níveis são favoráveis a formação de tempestade intensa com duração de menos de um dia e em alguns casos tornado.
Estação de Observação de Altitude ou de Radiossonda
A radiossonda é um conjunto de instrumentos e sensores para medir a temperatura do ar, umidade relativa e pressão atmosférica, enquanto é elevada na atmosfera até alturas típicas da ordem de 30 Km, por um balão inflado com gás hélio. O deslocamento da sonda é registrado por uma antena GPS que permite a medida da direção e velocidade do vento. Os dados observados, minuto a minuto, são enviados via rádio para a estação receptora no solo que os processa, gera uma mensagem codificada e a envia para o Centro Coletor onde ocorrerá a distribuição global.
A Rede de Estações de Altitude Brasil conta com aproximadamente 40 estações e está distribuída entre o INMET, o Departamento de Controle do Espaço a Aéreo (DECEA) e a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha (DHN), que são órgãos operacionais.
Estação Meteorológica de Observação de Superfície Automática
Uma estação meteorológica de superfície automática é composta de uma unidade de memória central ("data logger"), ligada a vários sensores dos parâmetros meteorológicos (pressão atmosférica, temperatura e umidade relativa do ar, precipitação, radiação solar, direção e velocidade do vento, etc), que integra os valores observados minuto a minuto e os automaticamente a cada hora.
Estação Meteorológica de Observação de Superfície Convencional
Uma estação meteorológica convencional é composta de vários sensores isolados que registram continuamente os parâmetros meteorológicos (pressão atmosférica, temperatura e umidade relativa do ar, precipitação, radiação solar, direção e velocidade do vento, etc), que são lidos e anotados por um observador a cada intervalo e este os envia a um centro coletor por um meio de comunicação qualquer.
Os principais órgãos operacionais de meteorologia do Brasil que mantêm uma rede de observação em nível nacional são: O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) do Comando da Aeronáutica e a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) do Comando da Marinha, ambos do Ministério da Defesa, além do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Ministério da Ciência e Tecnologia (INPE).
Foro Climático do Mercosul
Promovido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), Serviço Meteorológico Nacional da Argentina (SMN); Instituto Nacional de Meteorologia-INMET (Brasil); Direção Nacional de Meteorologia-DNM (Uruguai) Direção Nacional de Meteorologia e Hidrologia do Paraguay- DMH-DINAC (Paraguay) e o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos-CPTEC/INPE (Brasil) e do International Research Institute for Climate Prediction – IRI, com a finalidade de prover aos países do cone sul uma previsão climática capaz de oferecer aos usuários apoio em suas decisões.
Fonte: www.inmet.gov.br / Governo Federal / Brasil |