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Um dos maiores hidrogéologos do mundo estará no Brasil, dia 15 de setembro

 
John Cherry vem ao País para falar sobre desafios e saídas encontradas para contaminações em águas subterrâneas, durante o 1° Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (Cimas). O derramamento de substâncias químicas e efluentes indústriais no solo constitui-se, hoje em dia, um dos principais problemas de contaminações em águas subterrâneas em todo o Planeta. Para falar sobre o assunto, estará no Brasil, dia 15 de setembro, um dos maiores especialistas do mundo no assunto: o hidrogeólogo, John Cherry, aposentado pela Universidade de Waterloo e, atualmente, professor da Universidade de Guelph, no Canadá.

Cherry começou sua carreira pesquisando contaminantes em camadas de argila impermeáveis fraturadas em aquiferos, de forma geral, no ano de 1968. Desde então, foi se aprofundando no tema e, em 1978, focou seus estudos nas particularidades dos Compostos de Fase Líquida Densa Não Aquosa - DNAPLs (Dense Non-Aqueous Phase Liquid), em inglês - em rochas fraturadas e camadas de argila. Suas contribuições ao estudo de contaminações em águas subterrâneas para o mundo renderam a Cherry títulos de honra ao mérito em diversas organizações profissionais nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. O pesquisador leciona a disciplina de hidrogeologia de contaminação na Universidade de Guelph.

Cherry possui ainda patentes de tecnologias para monitoramento e remediação de áreas contaminadas, com ênfase em monitoramento multinível. O especialista é co-editor do livro: "Chlorinated Solvents and other DNAPLs in Groundwater" - “Solventes clorados e outros DNAPLs em águas subterrâneas” - e autor, juntamente com Allan Freeze, do livro “Groundwater” - “Águas Subterrâneas” -, obra que é considerada a bíblia da hidrogeologia, literatura básica da maioria dos hidrogeólogos do mundo todo.

Em recente entrevista ao Seattle Daily Journal of Commerce, publicação da cidade de Seattle, em Washington, nos Estados Unidos -, Cherry disse que “a remediação de DNAPL em águas subterrâneas é como construir uma ponte atravessando um rio sem que vejamos a sua outra borda, algo muito nebuloso”. Ele ainda comentou que “é muito difícil realizar uma remediação completa de DNAPL. Um trabalho caro, que não tem como ser feito sem experimentações científicas combinadas com a remediação”.

O pesquisador estará no Brasil, no dia 15 de setembro, para fazer a conferência de abertura do 1º Congresso Internacional de Meio Ambiente Subterrâneo (CIMAS), na Fecomércio, em São Paulo, Capital. O evento terá início a partir das 9h. Cherry ministrará a palestra: “Avanços no Conhecimento de Contaminantes Orgânicos no Meio Ambiente Subterrâneo: de 1988 a 2009”, assunto que servirá como base para nortear as demais discussões do evento.

Os interessados devem fazer a inscrição no 1º Cimas pelo site: www.abas.org/cimas.
 
Data da Publicação: 9/9/2009
 
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